sexta-feira, 1 de maio de 2020
A alta taxa de transmissão continuará a forçar a escolha entre infecção generalizada e ruptura social, pelo menos até que uma vacina esteja disponível.
High transmission rate will continue to force a choice between widespread infection and social disruption, at least until a vaccine is available.
La alta tasa de transmisión continuará obligando a elegir entre una infección generalizada y un trastorno social, al menos hasta que haya una vacuna disponible.
quinta-feira, 30 de abril de 2020
Ações para quebrar o crescimento exponencial acelerado e a intensidade dos contágios pela Covid-19 em Tabatinga.
Ações para quebrar o crescimento exponencial acelerado e a intensidade dos contágios pela Covid-19 em Tabatinga.
Do ensino fundamental da cidade de Tabatinga foram retiradas e colocadas em isolamento 17000 alunos pois são crianças de 6 a 17 anos, e 800 docentes que ficam na sua casa sem mobilidade, só que 20% dessas casas não tem condições de acolher adequadamente as pessoas provocando a saída para rua temporal de alguns dessas pessoas cerca de 2000, sendo mais ou menos 26% da população. Na faixa etária de 0 a 10 anos tem cerca de 12000 crianças que por sua idade são pouco moveis e ficam em casa, cerca de 18%.
Assim o governo deve promover melhorias habitacionais como pias, lavadouro de mãos, banheiros, para facilitar a higiene extrema dessa população de crianças e suas famílias.
O grupo de risco maior os idosos, está composto por 2.713 (4,1%) pessoas de 50 a 59 anos, pessoas de 60 a 69 anos 1.586 (2,4%) pessoas e de 70 anos ou mais 1.173 pessoas (1,8%), no total 5.472 pessoas ou (8%) da população de Tabatinga de 65844 pessoas, em especial as que moram em abrigos para idosos ou com crianças em alta aglomeração de 3 pessoas ou mais por cômodo da casa, ou ainda em situação de rua. Informação adequada pode permitir que as famílias se redistribuam melhor no espaço da casa, melhorem sua alimentação e higiene.
Em 2016 segundo o IBGE, o salário médio mensal em Tabatinga era de 1.6 salários mínimos. A proporção de pessoas ocupadas em relação à população total era de 4.3%, revelando um altíssimo desemprego que dificulta as ações de nutrição, saúde, isolamento e limpeza extrema necessários para reduzir a expansão do vírus. Considerando domicílios com rendimentos mensais de até meio salário mínimo por pessoa, tinha 48.2% da população nessas condições, o que Todo isto indica a necessidade de gerar alternativas de renda e emprego para a população local e produzir bens substitutivos daqueles que precisam serem comprados como medicamentos, alimentos e ar e ruas limpas para se adaptar a síndrome respiratória aguda do Covid-19 e outras. Neste casso o próprio governo deveria prover de cestas básicas com implementos de saúde, máscaras, água sanitária, informação correta que permitam as pessoas se manter em casa por um período de 15 dias.
O governo deveria pagar 1 mês de aluguel a toda a população de baixa renda da cidade com o compromisso de ficarem em casa esses 15 dias, o auxílio emergencial entregue já tem essa finalidade, mas não cobrada de forma explicita. Toda a população que recebe do governo auxílio, bolsa, salário, financiamento e outros, deveria ser cobrada de forma compulsória para ficar em casa por 15 dias, sem sair.
Execução da testagem de 600 pessoas da cidade para rastrear casos levar para isolamento social e monitoramento de casos relacionados, e triagem nos serviços de saúde. Esta testagem pode ser por faixa etária, profissão e bairro da pessoa a ser testada, um a 100 idosos, que trabalhem fora e/ou morem perto da feira de Tabatinga ou na UPA seria o exemplo chave para teste, 100 adultos mototaxistas que more na Vila Paraiso deveria ser testado prioritariamente e 100 crianças, em situação de rua ou trabalhando que morem na feira de Tabatinga ou Vila Paraíso também deveriam ser prioridade. 100 pessoas da área da saúde municipal, estadual e federal deveriam ser testadas, 100 pessoas das forças de segurança, bombeiro e SAMU deveriam ser testadas também. 100 membros de comunidade indígena morando na cidade ou bairros da periferia deveriam também ser avaliados. Para estabelecer a extensão do contágio e tomar outras medidas pontuais.
Ecologia política da Prevenção e Controle do Coronavirus (SARS-CoV-2) gerador da síndrome respiratória aguda Covid-19 nos municípios de Benjamin Constant e Tabatinga região do Alto Solimões, Amazonas, Brasil :Início da fase exponencial da curva em Tabatinga
Início da fase
exponencial da curva em Tabatinga
Tem se passado quase 3 meses desde que em 13 de janeiro
de 2020 algumas pessoas que estavam em Wuhan decidiram viajar de avião e levar
ao mundo o SARS-CoV-2. Este vírus RNA passou da China aos Estados Unidos, Europa Itália, Espanha e Alemanha, todos países
com intenso fluxo de pessoas por via aérea para o Brasil, 6 semanas depois apareceu
o primeiro casso registrado em São Paulo mediante a prova PCR, em 25 de fevereiro,
mas nesse momento já havia mas de 1000 casos em São Paulo e Rio de Janeiro. Meio
mês depois, 17 dias depois, o 13 de março foi confirmado o primeiro casso do vírus
em Manaus, mas como pode se esperar já havia dezenas de casos ativos na cidade,
e se espalhando por via fluvial e aéreas aos municípios do interior do estado
como Tabatinga ou Benjamin Constant. O primeiro casso registrado em Tabatinga
foi o dia 8 de abril.
Em média em
Tabatinga foram monitoradas 351 pessoas que ingressaram na cidade por via aérea
ou fluvial, considerando que a população de Tabatinga e de 65844 ind., seria o
correspondente ao 0,5% da população número muito grande se considerado o risco
de transmissão do vírus. O censo também mostra que a população da cidade tem
uma altíssima taxa de recambio pois quase 40% das pessoas só passam temporadas
curtas na cidade. Foram identificadas em média 49 indivíduos com sintomas da doença
Covid-19, foram testadas 47 pessoas por dia, sendo que 10 deram teste negativo,
30 pessoas confirmaram ter a doença, 60 foram isoladas nas suas casas,
internadas 10 por agravamento de sua condição e 2 foram a óbito na média do 13
de março a 28 de abril de 2020.
A situação da epidemia nos bairros de Tabatinga
parte da base que o número básico de reprodução Ro do Sars-covid-2 pode ser de
2,7 ou maior, como se sabe que muitas pessoas, pelo menos 351 chegaram de
diferentes formas a Tabatinga, por via fluvial nas lanchas como a Cristal e o avião
da Azul que vem de Manaus, no período de
1 a 29 de abril de 2020, as viagens em lancha foram suspensas em 20 de
março (G1,2020), e as de avião em 17 de abril quase um mês depois, cortando a
fonte principal de contaminados, deste grupo sai o subgrupo fundador da doença
no município. Assim pode se dizer que o grupo inicial de transmissores da
doença pode ser de entre 20 e 35 pessoas, cada um desses repassou o vírus para
2 pessoas, passando no prazo de 13 a 15 dias que e o ciclo de reprodução do vírus
para entre 400 e 1225 pessoas o dia 23 de abril.
As medidas de quebra da cadeia de transmissão do vírus
iniciaram com fechamento de instituições educativas dia 17 de março, Meios de
transporte fluvial (19 de março), serviços não essenciais de comercio,
transporte automotor (motocicletas e carros), dia 17 de abril, fechamento
feiras e mercados dia 17 de abril medidas da própria população (25 de março),
dia 7 de abril percebe se na cidade desabastecimento de produtos vindos de
Manaus e Iquitos (Peru) sendo sinal de quebra de cadeias de logística e por tanto
da mobilidade de pessoas desde esses locais de forma temporal. Em 23 de abril,
com 23 casos confirmados e 2 óbitos, a
secretaria de saúde de Manaus informa a prefeitura que não pode receber doentes
da covid-19 por estar já saturados, e insurgem os primeiros 4 casos confirmados
de donos de comércios da aglomeradíssima feira livre de Tabatinga localizada na
entrada do porto da cidade bairro Dom Pedro, de onde espalham se os casos aos
bairros Comunicações e Vila Paraiso. O dia 28 de abril pula para 12 óbitos e 83
casos confirmados, mostrando um sinal de início da fase exponencial do crescimento
da doença em Tabatinga. Todo isso deve ajudar a reduzir o número efetivo de
reprodução, R, de 100% para cerca de 40%.
Do ensino fundamental
foram retiradas e colocadas em isolamento 17000 matrículas ou alunos pois são crianças
de 6 a 17 anos, e 800 docentes que ficam na sua casa sem mobilidade, só que 20%
dessas casas não tem condições de acolher adequadamente as pessoas provocando a
saída para rua temporal de alguns dessas pessoas cerca de 2000, sendo mais ou menos 26% da população. Na faixa
etária de 0 a 10 anos tem cerca de 12000 crianças que por sua idade são pouco
moveis e ficam em casa, cerca de 18%. Assim o número
efetivo de reprodução seria de 40% para a cidade de Tabatinga. Um grupo de 2979
pessoas que tem carteira assinada podem ser atribuídos a comercio não essencial
o que pode reduzir esse número para 30%. Cerca de 48% da população tem menos de
1 salário mínimo como renda indicando uma fragilidade para acatar as medidas de
isolamento cerca de 35000 pessoas. O objetivo seria reduzir esse número a 0% o
que só seria atingido com uma quarentena geral que tirasse toda a população da
rua por 15 dias.
Taxa
de susceptibilidade (%) indica se uma pessoa pode ser infectada e diminui com
vacinação ou imunidade adquirida através de infecção. Esta pode ser calculada a
partir da relação entre a população total do município 65844 e o número de infectados contabilizados
através de teste de PCR, serológica e ainda o quadro clínico característico da
doença, 206,3 produzindo uma taxa de 3%.
Assim
pode se dizer que o surto de Tabatinga esta sincronizado com o de Manaus, dando
inicio o dia 13 de março a primeira fase dele, em 24 de março finalizou a
segunda fase marcado pela primeira morte na cidade de Manaus, em 8 de abril finaliza
a terceira fase indicado pelo primeiro caso confirmado na cidade de Tabatinga,
a quarta fase encerra 17 de abril com o primeiro óbito em Tabatinga, a quinta
fase encerraria em 29 de abril data na que tem se 12 óbitos em Tabatinga e 83
casos confirmados, deve se ressaltar que o surto parece estar ainda na fase
lineal ao não haver aumento exponencial de casos se considerados os fatores já discutidos
em especial o tamanho do grupo fundador do surto na cidade. O inicio da fase
exponencial da curva da doença será 15 de maio data na qual se espera um
aumento não lineal de casos de Covid-19, a finalização do surto seria então o
dia 30 de maio data na qual a transmissibilidade seria a menor pois já grande
parte da população ganharia imunidade natural, seria menos suscetível, ou não estaria
em contato com pessoas portadoras do vírus. Isto depende do comportamento do
surto nas cidades vizinhas de Leticia e Santa Rosa assim como os fatos advindos
da área rural e da região do Alto Solimões no sentido de entrada de pessoas
portadoras da doença.
quarta-feira, 29 de abril de 2020
Vários campos de batalhaI. Como o coronavírus mata? Os médicos traçam um tumulto feroz no corpo, do cérebro aos dedos dos pés
How does coronavirus kill? Clinicians trace a ferocious rampage through the body, from brain to toesBy Meredith Wadman, Jennifer Couzin-Frankel, Jocelyn Kaiser, Catherine MatacicApr. 17, 2020 , 6:45 PM Science’s COVID-19 reporting is supported by the Pulitzer Center.
II.
Como o coronavírus mata?
Os médicos traçam um tumulto feroz no corpo, do cérebro aos dedos dos pés
Vários campos de batalha
Os temores mundiais de falta de
ventilação por falha nos pulmões têm recebido muita atenção. Não é uma disputa
para outro tipo de equipamento: máquinas de diálise. "Se essas pessoas não
estão morrendo de insuficiência pulmonar, estão morrendo de insuficiência
renal", diz a neurologista Jennifer Frontera, do Centro Médico Langone da
Universidade de Nova York, que tratou milhares de pacientes com COVID-19. Seu
hospital está desenvolvendo um protocolo de diálise com diferentes máquinas
para dar suporte a pacientes adicionais. A necessidade de diálise pode ser
porque os rins, abundantemente dotados de receptores ACE2, apresentam outro
alvo viral.
De acordo com uma pré-impressão,
27% dos 85 pacientes hospitalizados em Wuhan tiveram insuficiência renal. Outro
relatou que 59% dos quase 200 pacientes hospitalizados com COVID-19 nas
províncias de Hubei e Sichuan na China tinham proteína na urina e 44% tinham
sangue; ambos sugerem danos nos rins. Aqueles com lesão renal aguda (LRA)
tiveram uma probabilidade cinco vezes maior de morrer do que os pacientes com
COVID-19 sem ela, informou a mesma pré-impressão chinesa.
Partículas virais foram
identificadas em micrografias eletrônicas de rins de autópsias em um estudo,
sugerindo um ataque viral direto. Mas lesões nos rins também podem ser danos
colaterais. Os ventiladores aumentam o risco de danos nos rins, assim como os
compostos antivirais, incluindo o remdesivir, que estão sendo implantados
experimentalmente em pacientes com COVID-19. As tempestades de citocinas também
podem reduzir drasticamente o fluxo sanguíneo para o rim, causando danos freqüentemente
fatais. E doenças pré-existentes como diabetes podem aumentar as chances de
lesão renal. "Há um balde inteiro de pessoas que já têm alguma doença
renal crônica que apresentam maior risco de lesão renal aguda", diz
Suzanne Watnick, diretora médica do Northwest Kidney Centers.
Golpeando o cérebro
Outro conjunto impressionante de
sintomas em pacientes com COVID-19 centra-se no cérebro e no sistema nervoso
central. Frontera diz que os neurologistas são necessários para avaliar de 5% a
10% dos pacientes com coronavírus em seu hospital. Mas ela diz que
"provavelmente é uma subestimação grosseira" do número cujos cérebros
estão lutando, principalmente porque muitos são sedados e usam ventiladores.
Frontera viu pacientes com
encefalite por inflamação cerebral, convulsões e uma "tempestade
simpática", uma hiper-reação do sistema nervoso simpático que causa
sintomas semelhantes a convulsões e é mais comum após uma lesão cerebral
traumática. Algumas pessoas com COVID-19 perdem a consciência brevemente.
Outros têm derrames. Muitos relatam ter perdido o olfato. E Frontera e outros
se perguntam se, em alguns casos, a infecção deprime o reflexo do tronco
cerebral que sente a falta de oxigênio. Essa é outra explicação para
observações anedóticas de que alguns pacientes não estão buscando ar, apesar
dos níveis perigosamente baixos de oxigênio no sangue.
Os receptores ACE2 estão
presentes no córtex neural e no tronco cerebral, diz Robert Stevens, médico
intensivista da Johns Hopkins Medicine. Mas não se sabe em que circunstâncias o
vírus penetra no cérebro e interage com esses receptores. Dito isto, o
coronavírus por trás da epidemia de síndrome respiratória aguda grave (SARS) de
2003 - um primo próximo do culpado de hoje - poderia se infiltrar nos neurônios
e às vezes causar encefalite. Em 3 de abril, um estudo de caso no International
Journal of Infectious Diseases, de uma equipe do Japão, relatou traços de novos
coronavírus no líquido cefalorraquidiano de um paciente com COVID-19 que
desenvolveu meningite e encefalite, sugerindo que também pode penetrar na
sistema nervoso central.
Mas outros fatores podem estar
danificando o cérebro. Por exemplo, uma tempestade de citocinas pode causar
inchaço no cérebro, e a tendência exagerada do sangue para coagular pode
desencadear derrames. O desafio agora é mudar de conjectura para confiança, em
um momento em que a equipe está focada em salvar vidas e até avaliações
neurológicas como induzir o reflexo de vômito ou transportar pacientes para
exames cerebrais que correm o risco de espalhar o vírus.
No mês passado, Sherry Chou,
neurologista do Centro Médico da Universidade de Pittsburgh, começou a
organizar um consórcio mundial que agora inclui 50 centros para extrair dados
neurológicos dos cuidados já recebidos pelos pacientes. Os objetivos iniciais
são simples: identificar a prevalência de complicações neurológicas em
pacientes hospitalizados e documentar como eles se saem. A longo prazo, Chou e
seus colegas esperam coletar exames, testes de laboratório e outros dados para
entender melhor o impacto do vírus no sistema nervoso, incluindo o cérebro.
Chou especula sobre uma possível
rota de invasão: pelo nariz, depois para cima e pelo bulbo olfativo -
explicando relatos de perda de olfato - que se conecta ao cérebro. "É uma
teoria interessante", diz ela. "Nós realmente temos que provar
isso."
A maioria dos sintomas
neurológicos "são relatados de colega para colega de boca em boca",
acrescenta Chou. "Acho que ninguém, e certamente não eu, posso dizer que
somos especialistas".
Atingindo o intestino
No início de março, uma mulher de
71 anos de Michigan retornou de um cruzeiro no rio Nilo com diarréia com
sangue, vômitos e dor abdominal. Inicialmente, os médicos suspeitavam que ela
tivesse um problema estomacal comum, como Salmonella. Mas depois que ela
desenvolveu uma tosse, os médicos tomaram um cotonete nasal e a acharam
positiva para o novo coronavírus. Uma amostra de fezes positiva para RNA viral,
bem como sinais de lesão do cólon observados em uma endoscopia, apontaram para
uma infecção gastrointestinal (GI) com o coronavírus, de acordo com um artigo
publicado online no The American Journal of Gastroenterology (AJG).
Seu caso se soma a um crescente
corpo de evidências sugerindo que o novo coronavírus, como seu primo SARS, pode
infectar o revestimento do trato digestivo inferior, onde os receptores
cruciais da ACE2 são abundantes. O RNA viral foi encontrado em até 53% das
amostras de fezes dos pacientes da amostra. E em um artigo publicado na
Gastroenterology, uma equipe chinesa relatou encontrar a casca de proteína do
vírus nas células gástrica, duodenal e retal nas biópsias de um paciente com
COVID-19. "Eu acho que provavelmente se replica no trato
gastrointestinal", diz Mary Estes, virologista da Baylor College of
Medicine.
Relatórios recentes sugerem que
até metade dos pacientes, com média de cerca de 20% nos estudos, sofre de
diarréia, diz Brennan Spiegel, do Cedars-Sinai Medical Center, em Los Angeles,
co-editor-chefe da AJG. Os sintomas gastrointestinais não estão na lista de
sintomas do COVID-19 do CDC, o que poderia fazer com que alguns casos do
COVID-19 passassem despercebidos, dizem Spiegel e outros. "Se você tem
principalmente febre e diarréia, não fará o teste para o COVID", diz
Douglas Corley, da Kaiser Permanente, norte da Califórnia, co-editor de
Gastroenterologia.
A presença de vírus no trato
gastrointestinal aumenta a possibilidade inquietante de que ele possa ser
transmitido pelas fezes. Mas ainda não está claro se as fezes contêm vírus
infecciosos intactos ou apenas RNA e proteínas. Até o momento, “não temos
evidências” de que a transmissão fecal seja importante, diz Stanley Perlman,
especialista em coronavírus da Universidade de Iowa. O CDC diz que, com base
nas experiências com SARS e com o vírus que causa a síndrome respiratória no
Oriente Médio, outro primo perigoso do novo coronavírus, o risco de transmissão
fecal é provavelmente baixo.
Os intestinos não são o fim da
marcha da doença pelo corpo. Por exemplo, até um terço dos pacientes
hospitalizados desenvolvem conjuntivite - olhos rosados e lacrimejantes -
embora não esteja claro se o vírus invade diretamente o olho. Outros relatórios
sugerem danos no fígado: mais da metade dos pacientes com COVID-19
hospitalizados em dois centros chineses tinham níveis elevados de enzimas,
indicando lesão no fígado ou nos ductos biliares. Mas vários especialistas
disseram à Science que a invasão viral direta provavelmente não é a culpada.
Eles dizem que outros eventos em um corpo em falha, como drogas ou um sistema
imunológico em excesso, são mais prováveis de causar danos ao fígado.
Este mapa da devastação que o
COVID-19 pode infligir ao corpo ainda é apenas um esboço. Levará anos de
pesquisas meticulosas para aprimorar a imagem de seu alcance e a cascata de
efeitos cardiovasculares e imunológicos que podem desencadear. À medida que a
ciência avança, desde a sondagem de tecidos sob microscópios até o teste de
drogas em pacientes, a esperança é de tratamentos mais espertos do que o vírus
que interrompeu o mundo.
* Correção, 20 de abril, 12h25:
Esta história foi atualizada para corrigir a descrição de uma tempestade
compreensiva. Também foi atualizado para descrever com mais precisão as
localizações geográficas dos pacientes com proteínas e sangue na urina.
Recent reports suggest up to half
of patients, averaging about 20% across studies, experience diarrhea, says
Brennan Spiegel of Cedars-Sinai Medical Center in Los Angeles,
co–editor-in-chief of AJG. GI symptoms aren’t on CDC’s list of COVID-19
symptoms, which could cause some COVID-19 cases to go undetected, Spiegel and
others say. “If you mainly have fever and diarrhea, you won’t be tested for
COVID,” says Douglas Corley of Kaiser Permanente, Northern California,
co-editor of Gastroenterology.
The presence of virus in the GI
tract raises the unsettling possibility that it could be passed on through
feces. But it’s not yet clear whether stool contains intact, infectious virus,
or only RNA and proteins. To date, “We have no evidence” that fecal transmission
is important, says coronavirus expert Stanley Perlman of the University of
Iowa. CDC says that based on experiences with SARS and with the virus that
causes Middle East respiratory syndrome, another dangerous cousin of the new
coronavirus, the risk from fecal transmission is probably low.
Rin
O dano renal é comum em casos graves e aumenta a
probabilidade de morte. O vírus pode atacar os rins diretamente ou a
insuficiência renal pode fazer parte de eventos no corpo todo, como a pressão
sanguínea
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