quarta-feira, 31 de agosto de 2022

MODERNIDADE E MODERNIZAÇÃO: O ESCATOLOGICO DESOCULTAMENTO DA NATUREZA COMO BIODIVERSIDADE E BIOTECNOLOGIA NA AMAZONIA

 

RESUMO


Para entender o desocultamento do mundo da vida natural como biodiversidade e biotecnologia, deve-se enfrentar a oposição entre modernização e modernidade, a modernização entendida como um animal selvagem que dispõe de meios técnicos imensos para realizar sua vontade instintiva de dominação e a modernidade como um ser humano cansado de sua própria caminhada de recusa a agir como um animal instintivo com fome de sangue; posto que já se chegou ao ponto em que os mecanismos funcionais da modernização são aplicados ao campo dito natural de forma indiscriminada existe o risco de que a modernização do mundo natural não sobrevivera ao fim da modernidade cultural de que derivou. “Nesta perspectiva a modernização [do mundo natural] (...) não pode sobreviver ao fim da modernidade cultural, de que derivou, não devera poder resistir ao anarquismo <<vindo dos tempos imemoriais>>, cuja bandeira a pós-modernidade arvora”.

Para descrever como a modernização técnica do mundo pode-se impor sobre a modernidade cultural que a origino, no mundo não moderno da Amazônia, até esmaga-la, devemos descrever como a técnica se diferencia de sua origem cultural e se posiciona como o meio privilegiado para o desocultamento do Ser-Mundo humano e natural não moderno.

A proposta imagética de Habermas não pode ser mais esclarecedora sobre a relação entre os objetos-sujeitos e as ideias, afirmando que nas ideias e nos objetos produzidos pela modernização se esconde a mera vontade de poder, o poder objetivado ou subjetivado. Nos objetos de aço é onde está “cristalizada” esta condição dual dos objetos. Uma arma de fogo ou uma faca possui duas faces: uma ideia de poder objetivada e um objeto de posse subjetivado, o mesmo pode ser dito das biotecnicas e da biotecnologia.

Insurge a pergunta sob como enxerga esta visão de mundo, as ideias e objetos do mundo da vida humana e natural? Foucault pode responder no caso do mundo da vida humana, no âmbito da linguagem, das palavras e das coisas ou na governomentalidade e na biopolitica, na situação do mundo da vida natural ainda subsiste a disputa e para esclarece-la um pouco vai-se dialogar com Martin Heidegger e sua crítica da técnica moderna.


PALAVRAS CHAVE

Modernidade, Modernização, Desocultamento da natureza, Biodiversidade, Biotecnologia


  1. INTRODUÇÃO

Escatológico, bizarro, inacreditável são termos aplicáveis a forma como a modernização técnica sem um fundamento cultural ético desenvolveu-se no Brasil (DEAN,1998) e na Amazônia (SANCHEZ,2005). Desde o projeto elitista e xenófobo de 1950 que criou mestrados, doutorados e centros de pesquisa avançada no Amazonas, sem considerar a total inexistência de ensino básico, médio e técnico, que pudesse formar pessoas para suprir os alunos desses cursos de pós-graduação e vagas de concurso público, pessoas que acabaram vindo do sudeste de Brasil e do exterior, protelando por décadas o acesso da população local a educação cientifica, tão necessária para sua melhora social. Projetos de pesquisa como o da vaca clonada que matou milhares de animais em 1990, só para mostrar que Brasil podia estar à altura da bizarrice europeia, para justificar-se frente a elite pecuarista local. Ou o projeto que criou a soja que podia ser plantada no Cerrado que agora provoca a desertificação, o desmatamento e a concentração ofensiva da renda no Brasil, sem preocupar-se com a mudança climática, a preservação da população humana indígena, ribeirinha e cabocla amazônica e da floresta. Ou a proposta da pesquisadora da Embrapa que quer vender palmeira de açaí e mandioca para ribeirinho e indígena, similar a um dos anos 1980 que pretendia vender fertilizantes químicos para os ribeirinhos do estuário amazônico colocar em áreas de mare. Ou o exemplo escatológico dado por um pesquisador do mais alto gabarito em genética a alunos do ensino médio do Amazonas, onde achava perfeito pegar cinzas de pessoas mortas, que são compostas de carbono, e converter mediante um complicado e caro processo em diamantes, só para que seus parentes pendurassem no pescoço um colar de diamantes fabricado com essas cinzas dos mortos, sinal de que o instinto de supervivência e desejo de eternidade e mais forte que a simples razão auto evidente.


Estes truculentos exemplos práticos geram a necessidade de se refletir como a sociedade amazônica e brasileira dependente da civilização europeia ocidental (CROSBY,1993) incorporaram o avanço cultural da Modernidade escolhendo só a parte da eficiência técnica (SANCHEZ, 2016), mas sem os controles culturais e éticos, que foram criados para não criar os monstros do que Francisco Goya falava, quando dizia que o “sonho da razão cria monstros”, e dizimando as culturas e povos não modernos junto com as florestas; os passos de animal grande dos negacionistas, terraplanistas e outros animais de camarata nos corredores das instituições de saúde, educação, ciência e tecnologia do pais não permitem augurar nada de bom para esta reflexão necessária.


Deve-se enfrentar a oposição entre modernização e modernidade, posto que já se chegou ao ponto em que os mecanismos funcionais da modernização são aplicados ao campo dito natural de forma indiscriminada e existe o risco de que a modernização do mundo natural não sobrevivera ao fim da modernidade de que derivou (THOMAS,1996). “Nesta perspectiva a modernização [do mundo natural] (...) não pode sobreviver ao fim da modernidade cultural, de que derivou, não devera poder resistir ao anarquismo <<vindo dos tempos imemoriais>>, cuja bandeira a pós-modernidade arvora”.


Para descrever como a modernização técnica do mundo pode-se impor sobre a modernidade cultural e cientifica (OLIVEIRA,2002) que a origino na Amazônia, até esmaga-la, devemos descrever como a técnica se diferencia de sua origem cultural na ciência e se posiciona como o meio privilegiado para o desocultamento do Ser-Mundo humano e natural.


A proposta imagética de Habermas (1990) não pode ser mais esclarecedora sobre a relação entre os objetos-sujeitos e as ideias, afirmando que nas ideias e nos objetos produzidos pela modernização se esconde a mera vontade de poder, o poder objetivado ou subjetivado. Nos objetos de aço é onde está “cristalizada” esta condição dual dos objetos. Uma arma de fogo ou uma faca possui duas faces: uma ideia de poder objetivada e um objeto de posse subjetivado.

Insurge a pergunta sob como enxerga esta visão de mundo, as ideias e objetos do mundo da vida humana e natural? Foucault pode responder no caso do mundo da vida humana, no âmbito da linguagem, das palavras e das coisas ou na governomentalidade e na biopolitica (FOUCAULT, 2008), na situação do mundo da vida natural ainda subsiste a disputa e para esclarece-la um pouco vai-se dialogar com Martin Heidegger e sua crítica da técnica moderna.


Franz Josef Bruseke (2001), filosofo alemão, morando desde 1987 até 1999 em Belém do Pará, traz para dentro da academia amazônica e brasileira as reflexões que a Teoria Crítica formulou depois dos desastres das duas guerras mundiais acrescidos da poderosa reflexão do filosofo Martin Heidegger com relação ao processo da modernização técnica, mostrando a pertinência e alcance da crítica da técnica moderna.



  1. A TECNICA MODERNA

Martin Heidegger considera duas definições da técnica. A primeira instrumental, a técnica é um meio para certos fins. E outra profunda, essencial, a técnica e uma maneira de desocultamento do Ser-Mundo. Uma maneira humana de fundamentar o mundo. Assim mundo e ser são uma identidade, junto com a noção transcendente de natureza que fica cerca desta associação. O que se apresenta à técnica como algo material que serve para determinados fins, é algo já reduzido, materializado pela ação do desocultamento técnico, pelo qual perde sua essência, seu Ser.

O Ser-Mundo é diferenciado qualitativamente e no processo de desocultamento sofre a homogeneização, recebe uma nova ordem na sua re-fabricação, ou seja, muda sua ordem e pelo tanto a sua maneira própria de Constituir-se em Realidade. Exemplo disto a transformação da troca de valores de uso em troca de valores de cambio com a mediação monetária. Uma fruta é trocada por outros alimentos e objetos necessários à vida. Com o desocultamento está fruta passa a ser trocada por dinheiro ou por valores que são necessários à vida das máquinas, do dinheiro e do capital. O Ser-Mundo é demandado pelo desocultamento técnico, é funcionalizado, obrigado a reagir numa única forma, não na multiplicidade que é possível para o Ser. A utilidade é imposta sobre outras formas de desocultamento como, o cuidar, o guardar, e o preservar. A máquina-ferramenta das hidrelétricas da Amazônia está demandando o Ser-Mundo na direção da pressão eletricohidráulica que a move.


O Mundo é demandado pelo Ser em todas direções, agora o Ser-Mundo está dentro da máquina-ferramenta demandado numa única direção. Para tudo o anterior acontecer o Ser-Mundo divide-se em sujeito e objeto, o ser humano respeito da natureza, o ser humano respeito do Ser e o homem do homem, numa divisão espúria na/da natureza mesma do Ser. Para existir esta divisão requer-se a aplicação da materialização, homogeneização e funcionalização do Ser ao sujeito, o homem, que construí está oposição. O dinheiro como máquina-ferramenta está demandando o Ser-Mundo contido na fruta na direção da pressão de seu desocultamento técnico-industrial.


As anteriores qualidades do desocultamento técnico, convertem-se em operações e práticas do agir técnico-científico modernizante. Com as palavras materializa-se (sistematiza-se) o objeto –a fruta-, definem-se qualidades ou variáveis descritivas do objeto natural, com medições dessas qualidades homogeneíza-se o objeto falado, e ao enquadrar o objeto falado e medido numa teoria explicativa, funcionaliza-se o objeto, agora este assume a feição de um elemento de um sistema. Desde a teoria pode-se construir um objeto funcional “teoricamente” ao mundo objetual construído pela visão do sistema, propor medidas possíveis para ir a encontrar esse objeto na realidade, e materializar esse objeto pensado na realidade, e como finalização do ato de desocultamento técnico batizar esse novo objeto, pôr-le nome, um ecossistema. Ou num produto comercializável como a manga Tommy e Power açaí.

O mundo da vida é nomeado como sistema ecológico, econômico, social, e ainda cultural. Depois sua potência é medida, seu comprimento, sua profundeza, os materiais que transporta, a turbiedade, os elementos que o compõem e muitas outras medições. Ao nomear o mundo como um sistema e aplicar a Teoria de Comunidades de Odum, ou a teoria do equilíbrio geral e ainda a teoria de sistemas sociais ou o marketing, a este para sua descrição, fazemos esta parte de uma teoria geral do sistema, terminando assim seu desocultamento tecnocientífico.

Sua formação e estruturação ficam ocultas num estado de latência. Partindo dessa mesma teoria a natureza do mundo passa a ser vista como um fluxo de energia cinética ao qual pode-se incorporar um sistema de produção de potência, pensa-se assim a “Agro-industria”, faz-se a teoria de seu funcionamento, produzem-se todas as qualidades do novo objeto pensado, as medições de sua forma, tamanho. Também se constroem modelos preliminares do mecanismo de processamento, os quais são objeto de provas controladas para ao final construir o mecanismo no meio da natureza. A natureza deste segundo desocultamento é diferente a o primeiro, é de natureza técnica...realmente técnica. Mais fica a pergunta, que foi o expulso deste mundo da vida dois vezes desocultado?


A resposta é que o desocultado foi sua Vida. A Vida que conferia sentido e significado a sua presencia no Mundo do Ser, ou no Ser do Mundo. Na teoria e na pratica a Vida foi eliminada, no pensamento e na ação. Porem no pensamento que desoculta também foi eliminada uma terceira qualidade: a Vida do sujeito, o físico, o engenheiro florestal, o construtor são também desocultados pela técnica. Assim a técnica cria um novo sistema de ação humana oposta ao trabalho nas suas formas naturais e humanas e que seria entendido como uma ação instrumental técnica, quem olha para o abismo acaba sendo engolido por ele.


  1. AS BIOTECNICAS


As ações instrumentais biotecnicas constituem o exemplo pós-moderno do aprofundamento deste processo de modernizações, descrito nos anos vinte para as máquinas-ferramenta por Heidegger, e agora reeditado para as novas biomáquinas-bioferramenta que incidem no que resta dos processos naturais de evolução biológica, os ciclos biosfericos e a própria vida humana no planeta. Segundo Bruseke (2001), Heidegger procura atrás do correto, o verdadeiro. Tentar atravessando o correto aproximar-se ao verdadeiro é o que norteia toda a analise heideggeriana da técnica moderna. Vamos tentar seguir essa trilha para identificar o que de verdadeiro tem, as técnicas de criação e manipulação de plantas transgênicas e de correto também. A técnica não somente é um meio para certos fins e um fazer do ser humano exclusivamente, o autor incita a questionar o contexto de surgimento dos meios e dos fins. Segundo o autor, a técnica é um meio de desocultamento e esse desocultamento encerra o fundamento da relação ser humano – mundo.


Como um exemplo do agir do desocultamento técnico da vida vegetal, deve-se identificar quais os contextos históricos-lógicos do surgimento das técnicas de fabricação de plantas transgênicas e identificar a via especial de desocultamento do mundo que estas propõem a humanidade, não é somente um problema de eficiência na produção de alimentos ou no combate a pragas. O desocultamento partindo das técnicas mecânicas, químicas, genéticas e de transgenia são modos atuais de fundamentar uma relação humana com o mundo. Mas esta fundamentação pode ser de outro modo, é contingente, não é a única maneira. Ninguém está preso ao princípio de causalidade. As biotecnicas são dessa forma, mas podem ser de outra forma, são contingentes. Heidegger nas palavras de Bruseke em 1997, elabora o “princípio de materialização da totalidade”, a transformação do tudo em matéria prima para a fabricação. Embora o material não existisse antes de ser materializado pelo desocultamento.


Assim o ser humano converte-se em matéria prima dos campos de extermínio, ou das fabricas de seres humanos, ou das clinicas de emagrecimento e estética, são somente matéria. As plantas devem ser materializadas antes de ser introduzidas num processo de fabricação de novas plantas. A materialização envolve a retirada da fluidez e plasticidade das plantas, sua fixação em estágios permanentes, cortando os processos que as mantém dentro da fluidez dos processos de composição e decomposição, de vida e morte, a evolução da vida.


Por exemplo, criar resistência a micro-organismos ou a fatores do meio ambiente retira as plantas e outros organismos da imaterialidade do Ser, destruí os processos vivos criando funções rígidas para os organismos. O desocultamento técnico materializa coloca em pé de igualdade toda a variedade existente, todas as rochas são iguais a todos os seres humanos, todos os seres humanos são iguais diz o desocultamento técnico-jurídico, sim são matéria prima do direito.

O desocultamento técnico também homogeneíza ou uniformiza o Ser, seguindo a ideia de que a fabricação técnica põe ordem no mundo, pois exatamente este ordenar nivela tudo a um equivalente geral de troca, que pode ser calculado, circulado, reservado, entesourado. As plantas materializadas devem poder ser trocadas, circuladas, entesouradas e vendidas em última instancia, insurgem as mercadorias. Pergunta-se, se o processo de fabricação de plantas transgênicas estaria orientado especificamente a criar mercadorias biológicas, que a resolver problemas de alimentação, abrigo e cuidado do ser humano, e das próprias plantas.



  1. DESOCULTAMENTO BIOTECNICO DO SER-MUNDO DA VIDA POR RASGOS GENETICOS INTRODUZIDOS EM PLANTAS


Existe um conjunto de rasgos genéticos introduzidos em plantas por biotecnicas que servem a fins de desocultamento do ser-mundo da vida, que podem ser visibilizados no seu direcionamento de fabricação de um equivalente geral, que possa ser calculado, posto em circulacao, reservado e entesourado para criar a mercadorizacao da vida (PAHL,1995) no caso das plantas transgênicas.


A tolerância a herbicidas, a planta tolera herbicidas mais potentes sem sofrer danos internos o que permite maiores vendas de herbicidas, ajuda a planta a ocupar habitats diversos que são homogeneizados com o uso do herbicida pela eliminação da fauna de insetos e plantas que interage de forma competitiva com elas, convertendo-se em espécies invasoras.


Na melhoria de qualidade, a qualidade usualmente não é em conteúdo alimentar e sim em condições de transporte, armazenamento, aparência, sabor. Padronização de sabor, cheiro, cor, conteúdo de açúcar ou amido. Não faz a espécie mas alimento a faz, mas vendável trocável e armazenável facilitando sua apropriação econômica.


Quando introduzida a resistência a vírus, estes vírus em condições naturais não atacariam estas plantas, mas aparecem pelo armazenamento de grandes quantidades de plantas e frutas em locais únicos dado o consumo em massa. O armazenamento separa a produção do alimento do seu consumo in natura para favorecer a sua vendabilidade restando a qualidade do consumo imediato do que a natureza produz.


Na resistência a insetos o uso de plantas modificadas deve ser feito em tudo tipo de habitat ecológico homogeneizando este, suprimindo a heterogeneidade ambiental, a variedade do mundo é suprimida, provocando a eliminação de polinizadores, dispersores, elos das redes tróficas que sustentam a vida.


O uso de gene marcador serve para identificar a propriedade das plantas e frutas com fins de proteger direitos de patente e propriedade, gerando ganhos econômicos, mas sem melhorar a qualidade como alimento da planta, permitindo o cálculo do valor da mercadoria viva.


Na resistência a fungos as plantas assim podem resistir variações de umidade próprias de habitats úmidos, ou armazenamento em áreas úmidas, mas ficam imunes a ação de fungos e a associações micorrizicas que são as que permitem a planta sobreviver em ambientes naturais dentro de comunidades e ecossistemas mais complexos.


Na resistência bacteriana, as bactérias as plantas são extraídas dos processos naturais de decomposição, que reciclam os materiais das plantas reintegrando-os a imaterialidade do Ser, preservando o fluxo da vida e seus ciclos de criação e destruição.


Aceleração de processos biológicos facilita a rápida incorporação das matérias primas nos circuitos e fluxos do mercado mundial.


  1. TOLERAR, RESISTIR E SER MARCADO


O tolerar, o resistir, o marcar e o melhorar são formas da homogeneização do Ser-Mundo inseridas no processo de fabricação de mercadorias biológicas. O tolerar conecta estas mercadorias com outras já fabricadas como os herbicidas. O resistir isola estas mercadorias biológicas de outros seres vivos não mercadorizados ainda, sem interesse utilitário. O marcar estabelece os limites de propriedade na relação entre mercadorias, o ser vivo fabricado não é dono de se mesmo, nem pertence ao mundo natural de onde veio outrora. O melhoramento está orientado a incrementar a trocabilidade das mercadorias biológicas para que estas entrem no mundo da circulação eficientemente desde o local até o global rompendo limites genéticos, biogeográficos, evolutivos, e ecológicos, com riscos enormes, como as novas pandemias o demostram (SANCHEZ & SOUZA, 2021) quando um vírus presente em animais foge de seu nicho, entra no nicho humano provocando mudança evolutiva radical, acelerada e imprevisível.

As plantas nem sempre devem tolerar ou resistir um ataque seja biológico ou humano pois esta não tolerância promove a seleção natural. Marcar plantas serve ao interesse de fixar a fluidez do fluxo biológico para a sua apropriação privada e para a apropriação dos caracteres que são definidos ao arbítrio como “os melhores”, dali aparece o princípio da procura da “qualidade”, que não é mais que, a procura pela fixação de convenções arbitrarias sobre que vida e forma de vida é boa. Será que a vida por se mesma não é boa? A qualidade de “melhoria” de um organismo vivo é avaliada como a qualidade de trocabilidade, de venda, de acumulação, inserem-se melhoras que promovem a vendabilidade do organismo.


A vida e suas formas é desocultada tecnicamente. A terra, a água, o ar, a luz e o fogo são desocultados, quando destinados a uma utilidade especial, assim na Amazônia os solos

desocultam-se como depósitos de minério. Os rios quando demandados pela hidrelétrica, como energia, as florestas viram madeira e a vida convertesse em genoma, a natureza e demandada como biodiversidade. Segundo o autor este desocultamento técnico funcionaliza e substitui formas antigas de desocultamento como cuidar, guardar e preservar vinculadas com a origem ético cultural moderna.


A fluidez do fluxo biológico – evolutivo não está mais livre, imaterializado, inhomogeneo, permitindo a contingência, o poder ser de uma forma ou outra. Este agora é funcionalizado demandado na direção da pressão tecno-biológica que fabrica novos organismos industrialmente com riscos enormes. Heidegger menciona que abrir, transformar, armazenar, distribuir e comutar são maneiras de desocultamento. As forças evolutivas das

florestas, ao igual que as forças do fluxo das bacias e rios estão aprisionadas dentro das novas usinas industriais biológicas.


Para verificar-se por completo o desocultamento técnico cria a “polarização entre sujeito e objeto”. Ao criar objetos, o ser que desoculta o Ser, desoculta-se a se mesmo. O processo de criação de um objeto, apresenta-se assim como o máximo processo de subjetivação pois é a imposição de uma forma de desocultamento que não cuida, preserva e guarda o Ser no processo. É a própria imposição de um poder autoritário.


Assim o desocultamento do processo da vida passa pela criação de um objeto e sujeito de racionalização instrumental, afastado das visões culturais, míticas e religiosas que existem sobre o processo da vida microbiana, organismica e ecossistêmica. É a imposição de uma visão mecânica antropomorfa para a compreensão do processo da vida. Visão que é transmitida, oculta nos refinamentos técnicos que se pensam e desenham para fins exclusivamente humanos e mercadológicos.


Uma planta é criada para alimentar somente os seres humanos que possam comprar ela, e ainda alimentar as máquinas-ferramentas, não para alimentar todos os seres vivos, como o fazem as plantas criadas pelo processo do Ser-Mundo. Uma hidrovia é construída para o passo de embarcações humanas não para o passo de outros animais e plantas aquáticas.


Uma cidade é construída para abrigar máquinas e ferramentas e não seres humanos, animais e plantas. Este processo acaba com a aparição, segundo Heidegger, da “razão calculadora” que acaba expulsando o sagrado do mundo natural e o próprio mundo natural de se mesmo. Não somente no processo de contar e quantificar está alojada a “razão calculadora”, está contida na ação do planejar e esperar resultados sempre dentro dos limites da razão instrumental, petrificando a própria imaginação humana do Ser- Mundo.






  1. A ESCISAO DO MUNDO DA VIDA PELA TECNICA


Será possível entender que é o ser humano através das biotêcnicas, que está escindindo o Mundo da vida, e não o mundo da vida que está destruindo o ser humano. No caso dos povos ditos primitivos estes tinham a claridade de que eles sujavam o mundo depois de alimentar-se (SANCHEZ, 2018).

No caso de ocidente utilizamos ferramentas como talheres e garfos para que a comida não suje nossas mãos, quando somos nós que estamos sujando os alimentos e o mundo.


Precisamos de uma nova ética cultural, de uma ética por pequena que seja (LÉVI-STRAUSS, C.,1996) de uma etiqueta alimentar e de cuidado de nossa relação/mediação com o mundo da vida humana e natural. Precisamos de biotécnicas que protejam o mundo da vida do ser humano e ao ser humano de se mesmo.



  1. BIBLIOGRAFIA


BRUSEKE, F. Heidegger como crítico da técnica moderna. In: A técnica e os riscos da modernidade, Florianópolis: UFSC, 2001. p.57-114


CROSBY, ALFRED W. Imperialismo ecológico: a expansão biológica da Europa: 900 - 1900, São Paulo: Companhia das Letras, 319 p, 1993.


DEAN, WARREN. A ferro e fogo...São Paulo: Companhia das Letras. 1998


FOUCAULT, M 2008. Nacimiento de la biopolitica. Fondo de Cultura Economica: Buenos Aires, 401p.


HABERMAS, JURGEN. O Discurso Filosófico da Modernidade. Lisboa: Publicações Dom Quixote. 1990 (1985), 350 p.


HABERMAS, JURGEN. La modernidad: su conciencia del tiempo y su necesidad de

autocercioramiento. In: El discurso filosófico de la Modenidad. Madrid: Taurus Humanidades. 1992. p. 11-15.


LÉVI-STRAUSS, CLAUDE. Tristes Trópicos. São Paulo: Companhia das Letras. 1996.


THOMAS, KEITH. O homem e o mundo natural [1983]. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.


OLIVEIRA, BERNARDO JEFFERSON DE. Francis Bacon e a fundamentação da ciência como tecnologia. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2002.


PAHL GOY; J.H. DUESING, From plots to plots; Genetically Modified Plants on Trial. 1995 Biotechnology Vol.13, Maio, 454-458.


SANCHEZ, C.T. O mundo da vida no estuário amazônico: Ecologia política da biodiversidade no arquipelago de Belém do Pará Brasil, Tese doutorado em Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade. Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, UFRRJ, Seropedica, Brasil Ano de obtenção: 2005


SANCHEZ, C. T. Por uma ecologia politica do mundo da vida e a formacao da modernidade na Amazonia In: Fronteiras de saberes.1 ed.Manaus: EDUA, 2016, v.1, p. 57-78.

SANCHEZ, C.T. Bruno Latour: Modernidad, Modernizacion y no Modernidad en Brasil y Amazonia In: Dialogos híbridos.1 ed.Embú das Artes: Alexia Cultural, 2016, p. 33-48.


SANCHEZ, C. T. Redes técnicas e criticas da biodiversidade no Estado Amazonas e no Alto Solimões brasileiro In: Diálogos Híbridos III.1 ed.Embú das Artes: Alexa Cultural, 2018, v.1, p. 23-40.


SANCHEZ, C.T.; SOUZA, M. F. N. Controle Prevenção e Monitoramento do Coronavirus (SARS-CoV-2) e do contágio da Covid-19 no município de Tabatinga, Amazonas, Brasil . Embu das Artes: Alexacultural, 2021, v.1. p.130.

MODERNIDADE E MODERNIZAÇÃO: O ESCATOLOGICO DESOCULTAMENTO DA NATUREZA COMO BIODIVERSIDADE E BIOTECNOLOGIA NA AMAZONIA

 

  1. INTRODUÇÃO

Escatológico, bizarro, inacreditável são termos aplicáveis a forma como a modernização técnica sem um fundamento cultural ético desenvolveu-se no Brasil (DEAN,1998) e na Amazônia (SANCHEZ,2005). Desde o projeto elitista e xenófobo de 1950 que criou mestrados, doutorados e centros de pesquisa avançada no Amazonas, sem considerar a total inexistência de ensino básico, médio e técnico, que pudesse formar pessoas para suprir os alunos desses cursos de pós-graduação e vagas de concurso público, pessoas que acabaram vindo do sudeste de Brasil e do exterior, protelando por décadas o acesso da população local a educação cientifica, tão necessária para sua melhora social. Projetos de pesquisa como o da vaca clonada que matou milhares de animais em 1990, só para mostrar que Brasil podia estar à altura da bizarrice europeia, para justificar-se frente a elite pecuarista local. Ou o projeto que criou a soja que podia ser plantada no Cerrado que agora provoca a desertificação, o desmatamento e a concentração ofensiva da renda no Brasil, sem preocupar-se com a mudança climática, a preservação da população humana indígena, ribeirinha e cabocla amazônica e da floresta. Ou a proposta da pesquisadora da Embrapa que quer vender palmeira de açaí e mandioca para ribeirinho e indígena, similar a um dos anos 1980 que pretendia vender fertilizantes químicos para os ribeirinhos do estuário amazônico colocar em áreas de mare. Ou o exemplo escatológico dado por um pesquisador do mais alto gabarito em genética a alunos do ensino médio do Amazonas, onde achava perfeito pegar cinzas de pessoas mortas, que são compostas de carbono, e converter mediante um complicado e caro processo em diamantes, só para que seus parentes pendurassem no pescoço um colar de diamantes fabricado com essas cinzas dos mortos, sinal de que o instinto de supervivência e desejo de eternidade e mais forte que a simples razão auto evidente.

        Estes truculentos exemplos práticos geram a necessidade de se refletir como a sociedade amazônica e brasileira dependente da civilização europeia ocidental (CROSBY,1993) incorporaram o avanço cultural da Modernidade escolhendo só a parte da eficiência técnica (SANCHEZ, 2016), mas sem os controles culturais e éticos, que foram criados para não criar os monstros do que Francisco Goya falava, quando dizia que o “sonho da razão cria monstros”, e dizimando as culturas e povos não modernos junto com as florestas; os passos de animal grande dos negacionistas, terraplanistas e outros animais de camarata nos corredores das instituições de saúde, educação, ciência e tecnologia do pais não permitem augurar nada de bom para esta reflexão necessária.


Deve-se enfrentar a oposição entre modernização e modernidade, posto que já se chegou ao ponto em que os mecanismos funcionais da modernização são aplicados ao campo dito natural de forma indiscriminada e existe o risco de que a modernização do mundo natural não sobrevivera ao fim da modernidade de que derivou (THOMAS,1996). “Nesta perspectiva a modernização [do mundo natural] (...) não pode sobreviver ao fim da modernidade cultural, de que derivou, não devera poder resistir ao anarquismo <<vindo dos tempos imemoriais>>, cuja bandeira a pós-modernidade arvora”.


Para descrever como a modernização técnica do mundo pode-se impor sobre a modernidade cultural e cientifica (OLIVEIRA,2002) que a origino na Amazônia, até esmaga-la, devemos descrever como a técnica se diferencia de sua origem cultural na ciência e se posiciona como o meio privilegiado para o desocultamento do Ser-Mundo humano e natural.

A proposta imagética de Habermas (1990) não pode ser mais esclarecedora sobre a relação entre os objetos-sujeitos e as ideias, afirmando que nas ideias e nos objetos produzidos pela modernização se esconde a mera vontade de poder, o poder objetivado ou subjetivado. Nos objetos de aço é onde está “cristalizada” esta condição dual dos objetos. Uma arma de fogo ou uma faca possui duas faces: uma ideia de poder objetivada e um objeto de posse subjetivado.

Insurge a pergunta sob como enxerga esta visão de mundo, as ideias e objetos do mundo da vida humana e natural? Foucault pode responder no caso do mundo da vida humana, no âmbito da linguagem, das palavras e das coisas ou na governomentalidade e na biopolitica (FOUCAULT, 2008), na situação do mundo da vida natural ainda subsiste a disputa e para esclarece-la um pouco vai-se dialogar com Martin Heidegger e sua crítica da técnica moderna.

MODERNIDADE E MODERNIZAÇÃO: O ESCATOLOGICO DESOCULTAMENTO DA NATUREZA COMO BIODIVERSIDADE E BIOTECNOLOGIA NA AMAZONIA

 

Para entender o desocultamento do mundo da vida natural como biodiversidade e biotecnologia, deve-se enfrentar a oposição entre modernização e modernidade, a modernização entendida como um animal selvagem que dispõe de meios técnicos imensos para realizar sua vontade instintiva de dominação e a modernidade como um ser humano cansado de sua própria caminhada de recusa a agir como um animal instintivo com fome de sangue; posto que já se chegou ao ponto em que os mecanismos funcionais da modernização são aplicados ao campo dito natural de forma indiscriminada existe o risco de que a modernização do mundo natural não sobrevivera ao fim da modernidade cultural de que derivou. “Nesta perspectiva a modernização [do mundo natural] (...) não pode sobreviver ao fim da modernidade cultural, de que derivou, não devera poder resistir ao anarquismo <<vindo dos tempos imemoriais>>, cuja bandeira a pós-modernidade arvora”.

Para descrever como a modernização técnica do mundo pode-se impor sobre a modernidade cultural que a origino, no mundo não moderno da Amazônia, até esmaga-la, devemos descrever como a técnica se diferencia de sua origem cultural e se posiciona como o meio privilegiado para o desocultamento do Ser-Mundo humano e natural não moderno.

A proposta imagética de Habermas não pode ser mais esclarecedora sobre a relação entre os objetos-sujeitos e as ideias, afirmando que nas ideias e nos objetos produzidos pela modernização se esconde a mera vontade de poder, o poder objetivado ou subjetivado. Nos objetos de aço é onde está “cristalizada” esta condição dual dos objetos. Uma arma de fogo ou uma faca possui duas faces: uma ideia de poder objetivada e um objeto de posse subjetivado, o mesmo pode ser dito das biotecnicas e da biotecnologia.

Insurge a pergunta sob como enxerga esta visão de mundo, as ideias e objetos do mundo da vida humana e natural? Foucault pode responder no caso do mundo da vida humana, no âmbito da linguagem, das palavras e das coisas ou na governomentalidade e na biopolitica, na situação do mundo da vida natural ainda subsiste a disputa e para esclarece-la um pouco vai-se dialogar com Martin Heidegger e sua crítica da técnica moderna.


PALAVRAS CHAVE

Modernidade, Modernização, Desocultamento da natureza, Biodiversidade, Biotecnologia

quinta-feira, 2 de junho de 2022

Grupo de Trabajo sobre Astronomia cultural en la Amazonia


 

Memorial version espanol Camilo Torres Sanchez

 

Memorial


Este maestro nació en Bogotá, Colombia, en un hogar de clase media baja de campesinos expulsados ​​del área rural del Cocuy a causa de la violencia política generada por la disputa por la tierra en el país, esto generó en un profundo interés por la naturaleza y la vida rural, realiza todos sus estudios básicos y secundarios en colegios públicos, los primeros años de estudio los realizó en un colegio anexo a la Normal Distrital María Montessori de Bogotá, hasta 1980, colegio de referencia para la formación de maestros en la ciudad y culminando su bachillerato. escuela en el Colegio Distrital Gustavo Restrepo, ente de educación diversificada, donde se especializó en el área de ciencias naturales, con estos conocimientos logra aprobar el examen de ingreso de la Universidad Nacional de Colombia en 1987 en la carrera de biología, graduándose en 1995. Los trabajos de conclusión del curso TCC se realizaron dentro del Plan de Ordenamiento Ambiental del PAT del Eje Apaporis-Tabatinga, que fue una iniciativa binacional de Brasil y Colombia para profundizar la integración. frontera, con la participación de la Empresa de Investigación de Recursos Minerales de Brasil CPRM y el Instituto Geografico Agustin Codazzi de Colombia IGAC, Título: Uso Múltiple y Sostenido de la Diversidad Vegetal en el Eje Letícia Rio Calderón Asesor: Prof. Dr. en desarrollo económico Pablo Leyva Franco de la UNAL, entre 1993 y 1995.

En Colombia en 1996 trabajo profesionalmente en el proyecto Estudio Comparativo de los Paisajes Fisiograficos de la Amazonia y la Orinoquia de Colombia ORAM. Con objetivos de Estudios Interdisciplinarios en Ecología del Paisaje de la Orinoquia y Amazonia de Colombia ORAM. Elaboración de mapa bioclimático, cartografía temática, análisis de cambio climático, cartografía bioclimática, de la Orinoquia y Amazonia colombiana, coordinado por el investigador Pedro José Botero del Instituto Geográfico Agustín Codazzi de Colombia IGAC. En este mismo proyecto se realizó el Estudio de la Estabilidad Bioclimatica de los Paisajes Fisiograficos de la Amazonia y la Orinoquia de Colombia, con el objetivo de evaluar la estabilidad estructural de los paisajes fisiográficos de la Amazonia y la Orinoquia de Colombia por acción bioclimática. En el Instituto Amazónico de Investigaciones Científicas – SINCHI, perteneciente al Ministerio del Ambiente de Colombia, en 1995, con un marco funcional: contratista, dentro de un equipo interdisciplinario, la elaboración del componente socioeconómico y sistemas de producción del plan de ordenamiento ambiental de el eje Tabatinga - Apaporis P.A.T, en este estudio se identificó que la economía extractiva depredadora era una amenaza para la estabilidad estructural de los paisajes amazónicos.


Este profesor inicia su trayectoria de vida en Brasil, a la edad de 27 años en 1996 y 1997 cuando fue seleccionado para el Curso de Especialización en Política Internacional en Política Científica y Tecnológica de la Universidad Federal de Pará, UFPA, Belem, Brasil, realizando un monografia de investigacion, Titulo: Asentamientos viviendas eje Leticia-Rio Calderon (Amazonas Colombia) Asesor: Prof. Dr. antropólogo Erwin Heinrich Frank. Becario: Conselho de Pesquisa e Desenvolvimento do Brasil, que luego fue publicado en un libro de la Universidad de las Naciones Unidas sobre la urbanización de la Amazonía, iniciando el interés de este investigador en la relación entre las casas y patios urbanos y rurales y la agricultura biodiversa de las comunidades tradicionales. en la Amazonía y las formas en que la modernización técnica y el extractivismo afectan las condiciones de vida de los pueblos amazónicos.

De 1998 a 2000, el investigador realizó una maestría en Planificación del Desarrollo en el Núcleo de Altos Estudios Avanzados de la Amazonía de la Universidad Federal del Estado de Pará - Brasil NAEA/UFPA. Defiende tesis sobre la “Intensificación de la Agricultura y Agrodiversidad en las Llanuras Inundables de la Amazonía: El caso de la llanura inundable de la isla de Ituqui Santarém Brasil”, supervisada por el investigador, PhD en geografía, David Gibbs McGrath y apoyada por del Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazonia IPAM, este trabajo contribuye a profundizar sus conocimientos y experiencias sobre los problemas de incorporación de la biodiversidad y las comunidades en las iniciativas de planificación del desarrollo, mostrando que es posible tener una alta densidad de población humana asociada al uso intensivo de diversidad biológica agrícola para el desarrollo local amazonia El "CNPQ - Consejo Nacional de Desarrollo Científico y Tecnológico de Brasil" otorgó al joven investigador una beca para realizar esta actividad.


El mencionado investigador regresó a Colombia en agosto de 2005, a la edad de 36 años, luego de defender una Tesis Doctoral en el área de Ciencias del Desarrollo, la Agricultura y la Sociedad en la UFRRJ - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, donde fue alumno de 2001 a 2005. El tema de la tesis fue "El Mundo de la Vida en el Estuario del Amazonas: Ecología Política de la Biodiversidad en el Archipiélago de Belém do Pará - Brasil", trabajo que inaugura una línea de investigación y desarrollo en Estudios Interdisciplinarios de la Biodiversidad, Agricultura y Sociedad. Se realizó una historia ambiental y una ecología política de la diversidad biológica amazónica, demostrando que la densidad poblacional en la Amazonía se sustentaba en el aprovechamiento de la agricultura forestal de alta diversidad paisajística, comunitaria y de especies, utilizando 4 especies emblemáticas de la agrobiodiversidad neotropical y amazónica, café, mango, cupuaçu y açai. Para llevar a cabo esta investigación, el investigador recibió becas de la CAPES - "Coordinación para el Perfeccionamiento del Personal de Educación Superior", entre 2001 y 2002, y del programa Bolsa Nota 10 de la Fundación de Amparo a la Investigación del Estado do Rio de Janeiro. - FAPERJ, 2003-2004, en reconocimiento a su excelente nivel académico en la selección de doctorado y durante su estancia en el CPDA/UFRRJ. Su asesor fue el Politólogo Dr. Héctor Alberto Alimonda, con quien participó de las actividades del Grupo de Ecología Política del Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales – CLACSO.

Como estudiante de doctorado y como parte de las actividades de investigación destinadas a la producción de la tesis doctoral y como parte del compromiso socio-natural de este investigador, participó en la Universidad Federal de Pará - UFPA, entre 2003 como colaborador, Investigador asistente, en la fase Río Bujaru del proyecto de mapeo de comunidades negras rurales en el Estado de Pará-RAIZES; también en 2001 en el Diagnóstico de la situación de las comunidades ubicadas en la Reserva Biológica Río Trombetas. Y en 2003 en Investigación y Desarrollo en el Centro de Estudios de la Alta Amazonía, Proyecto Mapeo de Comunidades Negras Rurales en el desarrollo de un medio digital “Quilombolas do Pará” para presentar los resultados del proyecto, en el mapeo de agroecosistemas y especies vegetales. En la Universidade do Estado do Pará – UEPA, fue profesor en 2005 de los cursos de Biología y Práctica Docente en Biología en el campus Paragominas de la UEPA, mostrando cómo las comunidades quilombolas mantienen una alta diversidad biológica agroforestal junto con altas densidades de sus poblaciones. con adecuada calidad de vida, previendo así la demarcación de áreas de “tierras quilombolas”.

Luego de culminar el doctorado, el investigador es invitado por el investigador del área de genética, Dr. Nadja Lepsch da Cunha, y va al Instituto Nacional de Investigaciones de la Amazonía – INPA, con afiliación institucional como becario de investigación, 2006 – 2006, Horas: 40 horas, Régimen: Dedicación exclusiva. Desarrollando Actividades de Investigación y Desarrollo, Coordinación General de Investigación, Programa de Investigación en Biodiversidad del PPBIO, Líneas de investigación: Infraestructura de investigación, capacitación y divulgación, actividades destinadas a ampliar y difundir la base de conocimientos sobre Biodiversidad y mostrar el carácter estratégico de esta para la sociedad amazónica y brasileña, se proponen una serie de actividades desarrolladas en un plan de trabajo a realizar en conjunto con los integrantes del equipo de PPBio. En paralelo al anterior, participa en el concurso público de méritos para profesor de la UFAM, en la carrera de grado, en ciencias agropecuarias y ambientales, de la Unidad Académica de Benjamín Constant, siendo aceptado en primer lugar, siendo el profesor Dr. Sandra do Nascimento Noda del INPA.


En la Universidad Federal de Amazonas – UFAM, tuvo vinculación institucional de 2006-2010, hasta la actualidad, servidor público, marco funcional Profesor Adjunto I, Horario: 20 horas, Régimen: Parcial. Para otros datos, fue profesor en la materia de Ecología Agraria, realizando las siguientes actividades. Del 03/2006 al 07/2010 participó de la Licenciatura en Ciencias Agrícolas y Ambientales, materias impartidas: introducción a la agricultura y al medio ambiente amazónico, Ecología y Conservación de los Recursos Naturales. Entre 08/2009 - 12/2009 en el curso de pregrado, Historia del desarrollo agrario y ambiental, también enseñó Sociología General. Fue director de la Unidad Académica de Benjamín Constant y Miembro del Consejo Directivo de la Unidad Académica, cargos que ocupó como coordinador de curso, participó en el Comité del Programa Institucional de Becas de Iniciación Científica de este centro. También desarrolló entre 05/2007 – 09/2007 el proyecto de Extensión Universitaria Proyecto Hablemos: El español como instrumento de integración y el Proyecto Actividad de Extensión Curricular: Jornadas de cine y video en la UFAM, dirigido a la comunidad municipal y de la frontera internacional. Desde el 03/2007 -ate Actualidade realiza Investigación y Desarrollo, con la línea de investigación: Red de Biodiversidad Sociotécnica con potencial alimentario, medicinal y cosmético en el municipio de Benjamin Constant, Estado de Amazonas, estos proyectos de extensión se integran con actividades de investigación y en ayuda docente in situ para realizar investigaciones colaborativas con las comunidades locales de la región de Alto Solimoes.

En 2007 y hasta 2009 se inicia el proyecto Red Sociotécnica de Biodiversidad con potencial alimentario, medicinal y cosmético en el municipio de Benjamin Constant, Estado de Amazonas: Objetivos: Proyecto Red Sociotécnica de Biodiversidad con potencial alimentario, medicinal y cosmético en el municipio de Benjamin Constant - BC, Estado de Amazonas es un proyecto de investigación interdisciplinario en ecología aplicada cuyo principal objetivo es el desarrollo sostenible. Este fue aprobado por FAPEAM en la convocatoria Pequeños Primeros Proyectos PPP, en 2007 y apoyado por el CNPq. Este proyecto comprende varios subproyectos de investigación en las áreas de historia ambiental, ecología política del desarrollo, encadenamientos productivos locales, que buscan mapear las redes sociotécnicas de la agrobiodiversidad y su aprovechamiento para el desarrollo local y comunitario sostenible que responda a la modernización técnica depredadora, la minería , ganadería y agroindustria, que avanza en Brasil y en el estado de Amazonas.


En marzo de 2010, este investigador participa en el concurso público de méritos de la Universidade do Estado do Amazonas – UEA, pasando en primer lugar al cargo de profesor adjunto I, de la carrera de biología en el Centro de Estudios Superiores de Tabatinga, Enlace institucional , servidor público, Jornada laboral: 40, Régimen: Jornada completa.

Desde el año 2010 hasta la actualidad, el servidor imparte las materias de Ecología Amazónica Nocturna, Ecología Amazónica Diurna, Biología Dulceacuícola Diurna, Biología Dulceacuícola Nocturna; Ecología, Fisiología Vegetal, Introducción a la Sociología, Métodos de Estudio, Conclusión del Curso I, Agroecología, Ecología de Bosques Tropicales, Conclusión del Curso II-III-IV, Legislación Ambiental. A partir de la reforma del plan político pedagógico de la carrera, este profesor imparte las asignaturas de Ecología de Poblaciones y Comunidades, Ecosistemas Amazónicos, lo que motivó la formación de varios proyectos de extensión, iniciación científica y tecnológica y trabajos de conclusión de carrera en el área de agroecología, ecología agroforestal y redes sociotécnicas de la biodiversidad en la región.

Desde el 03/2012 a la fecha este profesor ocupa un cargo de dirección y administración en el CESTB, Cargos desempeñados: integrante del Núcleo de Estructuración Docente NDE, en este núcleo se diseñó una matriz curricular que permite a los egresados ​​de la licenciatura en ciencias biológicas del Centro de Estudios Superiores Estudios de Tabatinga para obtener el registro profesional o CRBIO sin tener que tomar una especialización o un nuevo curso de bachillerato y se introdujo en el curso la pasantía profesional pero esta pasantía fue eliminada en revisiones posteriores del PPP de la carrera.

En el período 2009 - 2012, esta investigadora produjo un desprendimiento del proyecto de investigación anterior con el proyecto de extensión, Capacitación para la Implementación de una Red Sociotécnica para el aprovechamiento de la Biodiversidad con productos de uso alimentario, medicinal y cosmético, con un ciclo de actividades dirigido a promover el uso de la biodiversidad agrícola medicinal, alimentaria y ornamental entre la población de los municipios de Alto Solimões, especialmente las escuelas. Estado: Realizado Naturaleza: Proyecto de ampliación. Estudiantes involucrados: Graduación (3); Integrantes: Camilo Torres Sanchez (Responsable); Josenildo Santos de Souza; Jonas Fernando Petry Financiador(es): Consejo Nacional de Desarrollo Científico y Tecnológico-CNPq.


En 2010, participó en el diseño e implementación del Centro Vocacional Tecnológico en la subárea de Agroecología del campus de la Universidad Estatal de Amazonas en Tabatinga AM.Centro en el interior - El CVT se implementará en Alto Solimões, en el municipio de Tabatinga, pero aún no fue inaugurado. Todos los proyectos de Amazon CVT fueron producidos por Secti-AM y presentados al Ministerio de Ciencia, Tecnología e Innovación (MCTI). Los Centros Tecnológicos Vocacionales (CVT) son unidades de enseñanza y profesionalización, orientadas a difundir el acceso al conocimiento científico y tecnológico, el conocimiento práctico en el área de los servicios técnicos, además de la transferencia del conocimiento tecnológico en el área del proceso productivo. .

Desde 2011, actualmente, actúa en el marco funcional de Subjefe de grupo de investigación, Horas: 4, Régimen: Parcial Otras informaciones: http://dgp.cnpq.br/dgp/faces/consulta/consulta_parametrizada.jsfGrupo de investigación: Biología, Sociedad y Medio Ambiente en Alto Solimões Institución:UEAL Líder(es):María del Pilar Díaz de García y Camilo Torres Sanchez Área:Botánica

De 2016 a 2017, este profesor participó de los cursos modulares que imparte la universidad con docencia en la disciplina Sociología Rural Aplicada, Unidad Responsable: EST, Unidad Física: CSTB curso: Agroecología para comunidades indígenas, Curso de Tecnología Superior en Agroecología del Centro de Estudios Superiores de Tabatinga; también fue profesor de la disciplina: TGA0502 - Gestión de Áreas Protegidas Clase: GA14_MU01Año/Período: 2016/2 Unidad Responsable: EST Unidad Física: NESMAU Sala: Sala 1 Curso: Curso superior de tecnología en Gestión Ambiental, participó en la administración de la Disciplina: CSTBAGRO205 - Ecosistemas AmazónicosClase: TA15_TB01Año/Período: 2016/2 Unidad Responsable: ESTUnidad Física: CSTB Curso: Agroecología. También en el curso Manejo de Recursos Animales en el Curso Superior de Tecnología en Gestión Ambiental del Núcleo de Ensino Superior de Presidente Figuereido, clase vespertina de 45 horas del 18 al 28 de abril de 2017. Comunidades en el Núcleo de Presidente Figuereido CBIO0403, en horario de tarde , clase CB14_PF01, contribuyendo a la política de internalización de la universidad del Estado de Amazonas.

Entre 2013 – 2014 realizó una pasantía de Post-Doctorado en la Universidad Federal Rural de Rio de Janeiro, UFRRJ, Seropedica, Brasil. Áreas de conocimiento: Ecología Política del Desarrollo, disciplina docente, organización de eventos internacionales en la región latinoamericana y el área y elaboración de artículos. Las actividades iniciadas no continuaron debido a la muerte del líder del grupo de ecología política del CPDA/UFRRJ.


Siempre buscando mejorar la formación para servir mejor al público, este docente en 2013 - 2013 tomó el curso corto en Propiedad Intelectual. (Horario: 60h), en la Organisation Mondiale de La Propriete Intellectuelle, OMPI, Ginebra, Suiza. En 2018 - 2018 participó en el curso corto de Actualización en limnologia amazonica na. Universidad Nacional de Colombia - Bogotá, UNAL/Bogotá, Bogotá, Colombia. Y en tiempos de pandemia, 2020 - 2020 en el Curso de Formación Docente de corta duración para el uso de la Plataforma AVAUEA. (Tiempo de carga: 20h). Universidad Estatal de Amazonas, UEA, Manaos, Brasil.

Este profesor, egresado de la Universidad Nacional de Colombia – ONU en la carrera de Biología en 1995, siempre ha mantenido un vínculo con esta institución, ha participado en actividades desde 2005, en 2012 - 2012 colaboró ​​como docente, Horas: 4, Régimen: Parcial, impartiendo asignaturas Maestría dentro de un convenio de cooperación técnica entre la UEA y la UNAL construido por la dirección de CESTB, impartiendo también disciplinas en forma colaborativa con la citada universidad, como 03/2012 - 08/2012, Posgrado, Maestría en Estudios Amazónicos, Disciplinas proporcionadas: Estudios independientes. Actuando también como asesor de estudiantes de origen brasileño en la maestría en estudios amazónicos de la UNAL.

En 2016, como la región de la triple frontera de Brasil, Colombia y Perú es un área de interés epidemiológico estratégico, para la defensa de la salud de Brasil, y como no hay cursos de medicina o relacionados con la Fundación Oswaldo Cruz - FIOCRUZ, I buscar apoyo para desarrollar actividades del proyecto “Desafíos y Posibilidades para la Vigilancia y Control Epidemiológico Integrado en Áreas Urbanas Transfronterizas: Cambios en el escenario epidemiológico y la percepción de Malaria Urbana a partir del ingreso de Zika, Dengue, Chikungunya en ciudades de la Frontera Internacional Amazónica ”, coordinado por la Dra. Paulo César Peiter, donde estudiantes de pregrado en biología se formaron con investigadores experimentados en investigaciones afines, en este proyecto mejoramos el conocimiento en el área de investigación en ciencias biológicas asociadas a la salud pública que ayudaría en la respuesta a la pandemia en el futuro.

Desde 2017, actualmente es miembro del comité asesor de investigación y posgrado del centro de estudios superiores de Tabatinga, Régimen: Parcial, en este comité coordinó la implementación de una maestría profesional en estudios de naturaleza, sociedad, cultura y frontera. en la frontera amazónica. Proyecto presentado a la Cámara de Postgrado de la Universidade do Estado do Amazonas, que por razones de forma no fue evaluado allí. Esta maestría organizaría y daría una misión superior a las carreras de la CESTB y profundizaría la alianza con universidades brasileñas, colombianas y peruanas con presencia en la región, ya que sería una maestría conjunta.


En 2018, este investigador logró aprobar el proyecto Cooperativas, desarrollo sostenible y agrobiodiversidad en la región de alto solimoes, amazonas, brasil; investigar los impactos económicos y sociales del cooperativismo - Proyectos de CT&I que buscan comprender las relaciones existentes entre el cooperativismo y los impactos en las comunidades en las que se insertan las cooperativas, así como sus efectos sociales y económicos en el país. Dichos proyectos deben centrarse en: la relación entre el cooperativismo y el desarrollo regional en Brasil (capital social, IDH, equilibrio social, etc.); la participación de las cooperativas en la economía nacional (sector, balanza comercial, PIB); las contribuciones del cooperativismo a los Objetivos de Desarrollo Sostenible (ODS); emprendimiento colectivo y generación de trabajo e ingresos; calidad de vida en el trabajo y cooperativismo (relación entre la satisfacción de trabajar en una cooperativa u otro tipo de organización). Este proyecto no se llevó a cabo por la no aprobación de recursos por parte del CNPQ, tuvo involucrados estudiantes de pregrado (5); y vocales: Camilo Torres Sánchez y Josenildo Santos de Souza; Maria Francisca Nunes de Souza docentes de la UFAM.

En 2018, a instancias de la alta dirección de la UEA, participamos de la convocatoria pública MCTIC/FINEP/CT-INFRA – campus universitarios regionales y nuevas universidades – 02/2018. Que consistió en una selección pública de propuestas para apoyar proyectos destinados a la implantación de infraestructura científica en campus fuera de las sedes de universidades que no hayan sido contempladas en ninguna de las Convocatorias Públicas anteriores en el ámbito de CT-INFRA y en Nuevas Universidades. Esta demanda tuvo como objetivo corregir y superar las deficiencias en la infraestructura del centro, con el objetivo de implementar la maestría.

En el 2019 y hasta el 2021 se llevó a cabo el proyecto de divulgación y divulgación científica “Bioeconomía: Diversidad y Riqueza para el Desarrollo Sustentable” forestación urbana para la Semana Nacional de Ciencia y Tecnología SNCT 2019. Este se considera Proyecto Proyecto para el divulgación y divulgación de la ciencia, pues pretende la acción coordinada de estudiantes y docentes con la población de dos barrios de Tabatinga y Benjamín Constant, y en las escuelas de enseñanza de las ciudades, alrededor de 600 personas. La propuesta de actuar en la realidad social de insuficiencia de plantas medicinales, alimenticias, palmeras y otras en las viviendas de la ciudad, reduciendo la forestación general de la ciudad. Este proyecto es de carácter académico, ya que aplica conocimientos obtenidos en investigaciones anteriores realizadas por estudiantes de la carrera de ciencias biológicas del CESTB/UEA en el área de ecología aplicada y agroecología.

Con carácter educativo, ya que pretende rescatar el conocimiento local sobre las plantas, social, estimulando la generación de valor social y renta con el uso de las plantas, artístico ya que se utilizarán estrategias de investigación acción participativa, teatro, afiche y cine para dar a conocer la actividad. , cultural, porque promoverá el diálogo de saberes sobre saberes tradicionales asociados a las plantas de los habitantes de la ciudad y tecnológico porque busca generar alternativas para el uso de medicamentos de farmacia utilizando biotécnicas tradicionales. La carrera de ciencias biológicas cuenta con varias disciplinas orientadas a la formación en agroecología, ecología de bosques tropicales, emprendimiento, educación ambiental, legislación ambiental y manejo y conservación de recursos que brindan las habilidades para llevar a cabo el proyecto. Estado: En curso Naturaleza: Proyectos de investigación. Estudiantes involucrados: Graduación (8); Maestría Académica (1); Doctorado (1); Integrantes: Camilo Torres Sanchez (Responsable) y Msc. María Francisca Nunes de Souza; Financiador(es): Consejo Nacional de Desarrollo Científico y Tecnológico-CNPq. El número de producciones de C,T&A generadas fue de 5 entre libros publicados, capítulos de libros y presentación de resultados en eventos nacionales e internacionales; También una serie de directrices de TCC y TIC y extensión de más de 20 productos.


Debido a las necesidades generadas por la pandemia 2020, se planteó el proyecto Ecología Política de la Prevención y Control del Coronavirus (SARS-CoV-2), generador del síndrome respiratorio agudo Covid-19, en los municipios de Benjamín Constant y región Tabatinga. de Alto Solimões, Amazonas, Brasil. Descripción: Este se considera un proyecto de investigación, divulgación y divulgación científica, pues pretende la acción coordinada de estudiantes y docentes con la población de dos barrios de Tabatinga y Benjamín Constant, y en los grupos de actores de la salud pública de las ciudades.

La propuesta de actuar en la realidad social de identificar enfoques efectivos y viables para promover la aceptabilidad, adherencia y cumplimiento de las medidas de prevención y control del Coronavirus (SARS-CoV-2), causante del síndrome respiratorio agudo COVID-19. Este proyecto es de carácter académico, ya que aplica conocimientos obtenidos en investigaciones anteriores realizadas por estudiantes de la carrera de ciencias biológicas del CESTB/UEA en el área de ecología aplicada. Con carácter educativo, pues pretende rescatar conocimientos sobre enfoques efectivos y viables, incluyendo estrategias para mejorar el conocimiento, la conciencia y la confianza del público en las medidas de prevención y control del virus (SARS-CoV-2) del síndrome respiratorio agudo COVID- 19 en la literatura científica y técnica dirigida a la realidad local. La carrera de ciencias biológicas cuenta con varias disciplinas orientadas a la formación en genética, ecología de poblaciones, educación ambiental, legislación ambiental que brindan las competencias para la realización del proyecto. Integrantes: Camilo Torres Sanchez (Responsable); y Maria Francisca Nunes de Souza, generando un libro sobre el tema.

Desde 1995, este profesor ha recibido incentivos y premios por la calidad de su labor académica en investigación, extensión y docencia, como la Beca de la Universidad de las Naciones Unidas en 1995 para realizar estudios de especialización; En 1999, la Beca de Maestría del CNPQ para realizar trabajos de maestría; en 2001 Beca de Doctorado, CAPES en CPDA/UFRRJ y luego en 2003, Beca Nota 10, de la Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro UFRRJ/FAPERJ para alumnos de excelencia; en 2012 se obtuvo la revalidación del diploma de doctorado para un doctorado en desarrollo sostenible por parte del Ministerio de Educación República de Colombia. Como docente de la Universidade do Estado do Amazonas, CESTB/UEA en 2018, luego de una selección institucional, recibió la Gratificación Académica por Productividad, GPA en el período 2018-2020 para continuar sus proyectos de investigación, desarrollo e innovación en agrobiodiversidad. Todo esto se resume cuando en 2020 el proyecto desarrollado en sociedad con profesores de la Universidad Federal de Amazonas, Instituto Natureza e Cultura, UFAM/INC recibe un premio en la selección Soluciones Sostenibles para la Amazonía SDSN 2019-2020, organizada por la Amazonía Sostenible Fundación FAS, y Universidade Federal do Amazonas UFAM, para el proyecto Agricultura de Traspatios Familiares Urbanos en Tabatinga y Benjamin Constant en el Estado de Amazonas – de mujeres a plantas medicinales, plantas alimenticias, plantas ornamentales y forestación urbana.


Como demuestra este memorial, esta investigadora identificó, desarrolló e insertó en la reflexión académica de alto nivel un tema despreciado por la normal academia ecológica, sociológica, económica y antropológica, el estudio de las relaciones de las comunidades humanas de la Amazonía con su diversidad biológica agrícola. y las múltiples formas en que estas comunidades se incorporan al mundo de la vida moderno a través de sus especies y prácticas biológicas, y las disputas por el control de las especies vegetales, las técnicas, la identidad y la representación de la naturaleza amazónica entre el mundo no moderno y los mundos de modernización minera depredadora, ganadería y agricultura intensiva; La modernidad occidental que busca la conservación idealista de la naturaleza sin mejorar la vida de los campesinos, este tema cobró máxima relevancia con la crisis del calentamiento global, el cambio climático y la civilización que demandan respuestas inmediatas por parte de las sociedades amazónicas locales.

Como muestra el plan de estudios, este investigador ha presentado varios proyectos orientados en esta línea de investigación, pero las agencias financiadoras no tienen este tema entre sus prioridades, otorgando solo pequeñas subvenciones para investigaciones específicas sin impacto relativo, por lo que el profesor dejó de presentar proyectos, optando por realizar pequeñas investigaciones con alumnos voluntarios o con el uso de becas de iniciación científica, trabajos de extensión y finalización de estudios que han dado resultados positivos.
La Universidade do Estado do Amazonas, al otorgar el bono de productividad académica GPA en el período de 2018 a 2020, permitió el desarrollo de un conjunto de actividades propuestas desde hace algún tiempo, ya que el bono es una pequeña asignación mensual solo permitida para actividades específicas de investigación. con alumnos y alumnas de la propia universidad, como la carrera donde doy clases es de grado siempre ha sido importante utilizar la investigación para ayudar en la formación profesional de los alumnos universitarios, o de escuelas como el IFAM o escuelas públicas, estas dos últimas en un forma más limitada, desarrollando actividades educativas.

Estas actividades que serían pequeños proyectos locales demostrando la oferta de recursos de la agrobiodiversidad, la capacidad humana y las posibilidades de innovación y generación de bioproductos quedaron registradas en varias publicaciones de la serie de libros Dialogos Hibridos I, II, III y IV, creada por este profesor junto con estudiantes universitarios y compañeros de cátedra de la Universidad Federal de Amazonas y de la Universidad Nacional de Colombia para formar estudiantes en el ciclo completo de investigación científica hasta la publicación de artículos, mejorando sus posibilidades de participación en concursos y en selecciones de maestría.

En alianza con los alumnos participantes de los pequeños proyectos, se llevó a cabo la participación en eventos como presentación oral en eventos internacionales para alumnos más avanzados y finalistas, presentación oral en eventos nacionales para alumnos en formación o de inicio de curso. ; ayudando a mostrarles la conexión entre las actividades docentes y las actividades de investigación e innovación y generando oportunidades bioeconómicas locales.

En el 2019 y hasta el 2021 se llevó a cabo el proyecto de divulgación y divulgación científica “Bioeconomía: Diversidad y Riqueza para el Desarrollo Sustentable” forestación urbana para la Semana Nacional de Ciencia y Tecnología del SNCT 2019, este proyecto contó con numerosas presentaciones de estudiantes mostrando innovación iniciativas que utilizan la diversidad local de plantas medicinales, alimenticias, ornamentales y de forestación urbana que ayuden a difundir el papel social de la ciencia en el desarrollo del lugar.

Este profesor participa en el comité científico o ejecutivo de la editorial Alexa Cultural de São Paulo, la misión de Alexa Cultural es incentivar, publicar y difundir libros organizados, escritores de autor individual o de disertaciones y tesis, con el fin de difundir el conocimiento científico en Brasil. difundir conocimientos y saberes al mundo como resultado de la producción científica, fomentando el intercambio de investigaciones en todas las áreas del saber ALEXACULTURAL; del Encuentro Internacional de Enseñanza e Investigación de la Amazonía EIPECAM. El Encuentro Internacional de Enseñanza e Investigación de Ciencias en la Amazonía se estructuró con el objetivo de privilegiar el debate, el acercamiento y la cooperación entre estudiantes e investigadores de instituciones de Investigación y Enseñanza presentes en la Triple Frontera Amazónica (Brasil/Perú/Colombia) en torno a las cuestiones, proyectos y resultados de investigación relacionados con la Educación y la Investigación en las diferentes áreas del conocimiento en la región. Como objetivos, el evento apunta al fortalecimiento epistemológico de las acciones de sistematización y organización de la participación en las prácticas educativas e investigativas, desarrolladas con la población amazónica.


Este profesor participa en el consejo editorial o consejo científico de varias importantes revistas latinoamericanas dedicadas al tema ambiental y la Amazonía, como la Revista Mundo Amazónico de la Universidad Nacional de Colombia UNAL y la Universidad Federal de Amazonas UFAM, Mundo Amazónico es un revista semestral de carácter transnacional y multidisciplinar. Se aceptan contribuciones originales e inéditas en español, inglés o portugués de autores de cualquier nacionalidad. Está dirigido a la audiencia académica de investigadores y académicos, y también busca llegar a los tomadores de decisiones, profesionales y comunidades locales; Polis Revista Latinoamericana da Universidad de los Lagos de Santiago de Chile POLIS, POLIS, Revista Latino-Americana, es una publicación científica internacional de carácter latinoamericano, dirigida a académicos, investigadores y profesionales de las ciencias sociales y, en general, a un amplio público interesado en los temas que les preocupan como ciudadanos. Polis, Revista Latinoamericana, busca contribuir al desarrollo de una universidad "extendida", en la que la creación de conocimiento ya no sea un monopolio institucional, sino una tarea colectiva de la sociedad en su conjunto; Revista Ideias Interfaces en Desarrollo, Agricultura y Sociedad de la Universidad Federal Rural de Río de Janeiro IDEIAS y el Boletín del Museu Paraense Emilio Goeldi área de ciencias humanas MPEG; miembro del consejo editorial o consejo científico son investigadores que ayudan a los editores con los trabajos que se publicarán. Estas revistas trabajan la cuestión amazónica desde una perspectiva interdisciplinaria brasileña y latinoamericana.

Esta divulgación se realiza a través de redes sociales como la Comunidad de Estudios sobre Biodiversidad, Agricultura y Sociedad CEIBAS en facebook, mantenida por el profesor desde 2010, o el Blog https://ecologiapoliticaamazonia.blogspot.com/, mantenido desde 2013, y la cuenta de Twitter AmazoniaCamilo, mantenida desde 2009, como actividades de divulgación y divulgación científica requeridas por los avisos públicos y la propia Cnpq desde hace varios años. Anteriormente, este profesor, como becario INPA, colaboró ​​en la gestión del Portal del Programa de Investigación en Biodiversidad del PPBio, 2006; en la producción del CD-ROM “Quilombolas do Pará” en 2003; y como autor del CD-ROM “Maguta Aru Anu”. Actualmente, 12 disciplinas de la carrera regular de ciencias biológicas que imparte el profesor desde 2010 fueron digitalizadas para su entrega en la plataforma AVA de la UEA, siendo impartidas desde 2020 a estudiantes de la UEA en los 9 municipios de la región del Alto Solimoes vía internet, la conexión desde el 2020 se financia con recursos propios del profesor ya que no hay apoyo a la conectividad en los ingresos de la universidad.
En el campo de las artes visuales sobre las identidades e imágenes de la agrobiodiversidad entre 2010 y 2022 se generaron producciones fotográficas que fueron utilizadas para proyectos editoriales como Diálogos Híbridos y publicadas en estos libros. El evento: Brasil Comestible, 2018. que representa una bandera brasileña construida con vegetales cultivados en la Amazonía. Ciudad del evento: Embu das Artes. País Brasil. Institución promotora: http://www.alexacultural.com.br/editora/index.htm. El otro evento: Amazonian Dew, 2016. Muestra una imagen de hojas con gotas de rocío retratadas durante las actividades de investigación. Lugar del evento: Embu das Artes. Ciudad del evento: Embu das Artes. País Brasil. Institución promotora: Alexa Cultural. Tipo de evento: Otro.

Las actividades de los últimos 3 años dieron lugar a una recopilación de artículos presentados en los libros del proyecto editorial Dialogos Híbridos I, II, III y IV que son el resultado de las actividades de los últimos años en las disciplinas de pasantía supervisada, legislación ambiental , agroecología, ecología de bosques tropicales y fisiología vegetal y otros de la carrera de ciencias biológicas del Centro de Estudios Superiores Tabatinga de la Universidad del Estado de Amazonas. Los artículos abordan los procesos de producción y transformación de plantas alimenticias y medicinales en la región de Alto Solimões, estado de Amazonas, así como el uso de estas plantas en los procesos de enseñanza escolar para promover su uso sostenible. Este proyecto editorial muestra cómo es posible desarrollar las actividades esenciales de la docencia, la investigación y la extensión universitaria, sumándose a la actividad fundamental de formar profesores de ciencias biológicas para la educación escolar en un contexto aparentemente difícil de falta de recursos físicos, humanos, económicos y económicos. De todo tipo.

La heterogeneidad del equipo compuesto por 26 personas, 2 doctores, 2 maestrías, 22 estudiantes de pregrado, 10 mujeres y 11 hombres, revela la obviedad que no siempre sucede en las actividades de investigación científica, que los estudiantes principiantes son llevados por sus profesores más capacitados o experimentados en el camino de la formación de investigadores sin que ello signifique pérdida de calidad en la producción científica por no ser realizada por equipos hiperespecializados compuestos por muchos médicos con ingentes recursos, o con la tutela intelectual de grandes centros de Manaus, el sureste o el exterior de Brasil.

Los libros no renuncian a la ambición intelectual de contribuir a responder las preguntas más apasionantes del debate sobre el desarrollo de la Amazonía, en medio de la actual crisis civilizatoria, navegando las turbias aguas del diálogo interdisciplinario, intergeneracional e internacional en la búsqueda por la hibridez necesaria para obtener estas respuestas, construyendo a partir del elemento relacional fundamental de la civilización amazónica, su diversidad biológica vegetal y los pueblos que hace 15 milenios establecieron este diálogo hibridador con los Hylea, y que, a falta del genocidio practicado desde la llegada de los europeos, heredó a los pueblos del futuro, indígenas, caboclos, ribereños, quilombolas, gomeros, colonos y pobladores una selva humanizada. Estos estudiantes y alumnas recibieron el testigo en la carrera por la conservación sostenible del bosque en Alto Solimoes, y ahora lo pasan a los lectores ávidos de conocer un poco más sobre la agroecología de Alto Solimoes.