quinta-feira, 2 de junho de 2022

Memorial professor Camilo Torres Sanchez

 

Memorial


Apresentando o memorial do professor doutor Camilo Torres Sanchez, filiação paterna Mario Eduardo T. Torres e Martha Cecilia S. Perdomo, Nascimento 05/08/1969, idade de 53 anos, em Santa fé de Bogotá/ - Colômbia, visto permanente com carteira de Identidade V188028 SE/DPMAF - AM -, desde 12/08/200, CPF 510.088.31-04 e Passaporte 7948573, residente em endereço residencial Rua Manuel Tananta , Conjunto Yurupari Santa Rosa – Tabatinga, 69640000, AM – Brasil, Telefone: 097 991510780. Endereço profissional Universidade do Estado do Amazonas, CESTB.UEA Avenida da Amizade s/n Campus Universitário, Centro – Tabatinga, 69640000, AM – Brasil.Telefone: 97 991510780.Endereço eletrônico: E-mail para contato : camilosanchez69@hotmail.com. E-mail alternativo camilo.sanchez.torres@gmail.com, ctsanchez@uea.edu.br.

Este docente nasce em Bogota, Colombia, num lar de classe meia baixa de camponeses expulsos da area rural por causa da violencia politica gerada pela disputa pelas terras no pais, isto gerou em mim um interesse profundo pela natureza e a vida rural, pelo que realiza todos seus estudos básicos e secundarios em escolas publicas, os primeiros anos de estudo foram numa escola anexa à Normal Distrital Maria Montessori de Bogota, ate 1980, escola referencia para formação de docentes da cidade e finalizando seu ensino medio no colegio Distrital Gustavo Restrepo, ente de ensino meio diversificado, onde se especializou na area de ciencias naturais, com esse conhecimento consegui ser aprovado no vestibular da Universidade Nacional da Colombia em 1987 no curso de biologia, formando se em 1995. O trabalho de conclusão de curso TCC foi realizado dentro do Plano de Zoneamento Ambiental do Eixo Apaporis-Tabatinga PAT, que foi uma iniciativa binacional de Brasil e Colombia para aprofundar a integração fronteiriça, com participação da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais do Brasil CPRM e o Instituto Geografico Agustin Codazzi da Colombia IGAC, Título: Uso Múltiple y Sostenido de la Diversidad Vegetal en el Eje Letícia Rio Calderón Orientador: Prof. Dr. em desenvolvimento economico Pablo Leyva Franco da UNAL, entre 1993 e 1995.

Em Colombia em 1996 atuo profisionalmente no projeto Estudio Comparativo de los Paisajes Fisiograficos de la Amazonia y la Orinoquia de Colombia ORAM. Com objetivos de Estudios Interdisciplinares en Ecologia del Paisaje de la Orinoquia y Amazonia de Colombia ORAM. Produzindo um mapa de bioclima, Cartografia tematica, analises de mudança climática, Cartografia bioclimatica, de Orinoquia e Amazonia colombianos, coordenado pelo pesquisador Pedro Jose Botero do Instituto Geografico Agustin Codazzi de Colombia IGAC. Nesse mesmo projeto foi realizado o Estudio de la Estabilidad Bioclimática de los Paisajes Fisiograficos de la Amazonia y la Orinoquia de Colombia, com objetivos de Evaluar la estabilidad estructural de los paisajes fisiográficos de la Amazonia y la Orinoquia de Colombia por acción del bioclima. No Instituto Amazónico de Investigaciones Científicas – SINCHI, pertencente ao Ministerio do Meio Ambiente da Colombia, em 1995, com enquadramento funcional: contratista, dentro de uma equipe interdisciplinar realizou se a elaboração do componente socioeconômico e dos sistemas de produção do plano de zonificação ambiental do eixo Tabatinga - Apaporis P.A.T, neste estudo foi identificado que a economia extrativa predatoria era uma ameaçã para a estabilidade estrutural das paisagens amazonicas.

Este docente inicia sua trajetoria de vida no Brasil, a idade de 27 anos em 1996 e 1997 quando foi escolhido para a Especialização em Curso Internacional En Política Científica y Tecnologica da Universidade Federal do Pará, UFPA, Belem, Brasil , realizando uma monografia de pesquisa, Título: Asentamientos viviendas eje Leticia-Rio Calderón (Amazonas Colombia) Orientador: Prof. Dr. antropologo Erwin Heinrich Frank. Bolsista do(a): Conselho de Pesquisa e Desenvolvimento do Brasil, que depois foi publicado num livro da Universidade das Nações Unidas sobre urbanização da Amazonia, iniciando o interesse deste pesquisador pela relação entre as moradias e os quintais urbanos e rurais e a agricultura biodiversa das comunidades tradicionais da Amazonia e as formas como a modernização técnica e o extrativismo afeta as condições de vida dos povos amazonicos.


No período de 1998 a 2000, o pesquisador fez mestrado em Planejamento do Desenvolvimento no Núcleo de Altos Estudos da Amazônia da Universidade Federal do Estado do Pará - Brasil NAEA/UFPA. Defende dissertação sobre a “Intensificação da Agricultura e Agrodiversidade nas Planícies Inundáveis ​​​​da Amazônia: O caso da várzea da ilha de Ituqui Santarém Brasil”, orientado pelo pesquisador doutor em geografia, David Gibbs McGrath e apoiado pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazonia IPAM, este trabalho contribui para aprofundar seus conhecimentos e experiências, sobre problemas da incorporação da biodiversidade e comunidades em iniciativas de planejamento de desenvolvimento, mostrando que é possivel um adensamento alto da população humana associado com uso intenso da diversidade biologica agricola para o desenvolvimento local amazonico. O "CNPQ - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Brasil" concedeu ao jovem pesquisador uma bolsa para a realização da referida atividade.

O referido pesquisador retornou à Colômbia em agosto de 2005, aos 36 anos, após defender Tese de Doutorado na área de Ciências do Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade na UFRRJ - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, onde foi aluno de 2001 a 2005. O assunto da tese foi "O Mundo da Vida no Estuario Amazônico: Ecologia Política da Biodiversidade no Arquipélago de Belém do Pará- Brasil", trabalho que inaugura uma linha de pesquisa e desenvolvimento nos Estudos Interdisciplinares da Biodiversidade, Agricultura e Sociedade. Foi realizada uma historia ambiental e uma ecologia politica da diversidade biologica amazonica mostrando que o adensamento da população na amazonia foi suportado pelo uso da agricultura florestal de alta diversidade paisajistica, comunitaria e de especies, usando 4 especies emblematicas da agrobiodiversidade neotropical e amazonica, cafe, mangueira, cupuaçu e açãi. Para a realização desta pesquisa, o pesquisador recebeu bolsas de estudo da CAPES - "Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior", entre 2001 e 2002, e do programa Bolsa Nota 10 da Fundación de Amparo a la Investigación del Estado do Rio de Janeiro - FAPERJ, 2003-2004, em reconhecimento ao seu excelente nível acadêmico na seleção de doutorado e durante sua permanência no CPDA/UFRRJ. Seu orientador foi o Cientista Político Dr. Héctor Alberto Alimonda, com quem participou das atividades do Grupo de Ecologia Política do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais – CLACSO.


Sendo aluno do doutorado e como parte das atividades de pesquisa direcionadas para produzir a tese de doutorado e como parte do compromisso socionatural deste pesquisador, participa na Universidade Federal do Pará – UFPA, entre 2003 como colaborador, pesquisador Asistente, na fase do Rio Bujaru do projeto mapeamento de comunidades negras rurais do Estado do Pará- RAIZES; tambem em 2001 no Diagnostico da situacao das comunidades localizadas na Reserva Biológica do Rio Trombetas. E em 2003 em Pesquisa e Desenvolvimento no Núcleo de Altos Estudos Amazônicos, Projeto Mapeamento de Comunidades Negras Rurais no desenvolvimento de uma midia digital “Quilombolas do Pará” para apresentar os resultados do projeto, no mapeamento dos agroecossistemas e especies vegetais. Na Universidade do Estado do Pará – UEPA, foi professor em 2005 dos cursos de Temas de Biologia e Pratica Docente em Biologia no campus de Paragominas da UEPA, mostrando como as comunidades quilombolas mantem uma alta diversidade biologica agroflorestal junto a adensamentos altos de suas populações com qualidade de vida adequada, municiando assim a demarcação de areas de “terras quilombolas”.


Apos concluir o doutorado o pesquisador é convidado pela pesqusiadora na área de genetica, Dra. Nadja Lepsch da Cunha, e desloca-se ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA, com vínculo institucional de bolsista de pesquisa, 2006 – 2006, Carga horária: 40h, Regime: Dedicação exclusiva. Desenvolvendo Atividades de pesquisa e Desenvolvimento, Coordenação Geral de Pesquisa, Programa de Pesquisa Em Biodiversidade PPBIO, Linhas de pesquisa: Infraestrutura de pesquisa, capacitação & divulgação, atividades visando a ampliação e disseminação da base de conhecimento sobre a Biodiversidade e mostrar o caráter estratégico desta para a sociedade amazônica e brasileira, propõem-se uma série de atividades desenvolvidas num plano de trabalho a ser realizado junto com os membros da equipe PPBio. Em paralelo ao anterior, participa do concurso publico de meritos para docente da UFAM, no curso de graduação, em ciências agrarias e do meio ambiente, da Unidade Academica de Benjamin Constant, sendo aceito no primeiro lugar, sendo presidente da banca a professora Dra. Sandra do Nascimento Noda do INPA.


Na Universidade Federal do Amazonas – UFAM teve vínculo institucional desde 2006- 2010, ate atualidade, vínculo Servidor público, enquadramento funcional Professor Adjunto I, Carga horária: 20 horas, Regime: Parcial. Outras informações foi professor concursado para a área de Ecologia agraria, exerciendo as seguintes atividades. De 03/2006 – 07/2010 participou na Graduação, Ciências agrarias e do meio ambiente, disciplinas ministradas: introdução à agricultura e ambiente amazonico, Ecologia e Conservacao de Recursos Naturais. Entre 08/2009 - 12/2009 na graduação, Historia do desenvolvimento agrario e ambiental, também ministrou Sociologia geral. Foi diretor da Unidade Academica de Benjamin Constant e Membro Conselho Diretor Unidade Acadêmica, cargos ocupado coordenador de curso, participou do Cômite Programa Institucional de Bolsas de Iniciação científica desse centro. Tambem desenvolveu entre 05/2007 – 09/2007 o projeto de Extensão Universitária Projeto Hablemos: El espanol como instrumento de integración e o Projeto Atividade Curricular de Extensão: Dias de cinema e video na UFAM, direcionado a comunidade municipal e da fronteira internacional. A partir de 03/2007 -ate Atualidade realiza Pesquisa e Desenvolvimento, com a linha de pesquisa: Rede Sociotecnica da Biodiversidade com potencial alimentício, medicinal e cosmético do municipio de Benjamin Constant, Estado do Amazonas, estes projeto de extensão integrados com atividades de pesquisa e ensino in situ ajudam na realização de pesquisas colaborativas com comunidades locais na regiao do Alto Solimoes.


Em 2007 e ate 2009, inicia o projeto Rede Sociotecnica da Biodiversidade com potencial alimentício, medicinal e cosmético do municipio de Benjamin Constant, Estado do Amazonas: Objetivos: O projeto Rede Sociotecnica da Biodiversidade com potencial alimentício, medicinal e cosmético do municipio de Benjamin Constant - BC, Estado do Amazonas é um projeto de pesquisa interdisciplinar em ecologia aplicada que tem como fim precipuo o desenvolvimento sustentável. Este foi aprovado pela FAPEAM no edital Pequenos Primeiros Projetos PPP, no ano de 2007 e apoiado pelo CNPq. Este projeto compreende vários subprojetos de pesquisa nas áreas da historia ambiental, ecologia política do desenvolvimento, cadeias produtivas locais, que procuram mapear as redes sociotecnicas da agrobiodiversidade e seu uso para o desenvolvimento sustentavel local e comunitario que respondam a modernização tecnica predatoria, mineração, pecuaria e agronegocio, que avança no Brasil e no estado do Amazonas.


Em março de 2010 este pesquisador participa do concurso público de meritos na Universidade do Estado do Amazonas – UEA, pasando em primer lugar para a função de professor adjunto I, do curso de licenciatura em biologia do Centro de Estudos Superiores de Tabatinga,Vínculo institucional, servidor público, Carga horária: 40, Regime: Integral.


Desde 2010 ate hoje o servidor ministra as disciplinas de Ecologia Amazonica Noturno , Ecologia Amazonica Diurno , Biologia de agua doce Diurno , Biologia de agua doce Noturno; Ecologia, Fisiologia vegetal , Introducao a sociologia, Metodos de estudo, Trabalho de Conclusão de Curso I, Agroecologia, Ecologia das Florestas Tropicais, Trabalho de Conclusão de Curso II-III-IV, Legislação Ambiental. A partir da reforma do plano politico pedagogico do curso este docente ministra as disciplinas de Ecologia de Populações e Comunidades, Ecossistemas amazonicos, que levaram a formilação de varios projetos de extensao, iniciação cientifica e tecnologica e trabalhos de conclusao de curso na area de agroecologia, ecologia agroflorestal e redes sociotecnicas da biodiversidade na regiao.


Em 03/2012 ate hoje este docente exerce cargo de direção e Administração no CESTB, Cargos ocupados: membro Núcleo Docente Estruturante NDE, neste núcleo foi desenhada uma matriz curricular que permite aos egressos do curso de licenciatura em ciencias biologicas do centro de estudos superiores de Tabatinga de obter a matricula profissional ou CRBIO sem precisar fazer uma especialização ou um novo curso de bacharelado e foi introduzido o estagio profissional no curso mas este estagio foi suprimido em revisoes posteriores do PPP do curso.


No periodo 2009 – 2012 este pesquisador produz um desdobramento do projeto de pesquisa anterior com o projeto de extensão, Capacitacao para a Implantação de uma Rede Sociotécnica de uso da Biodiversidade com produtos de uso alimentício, medicinal e cosmetico, com um ciclo de atividades direcionado a promover o uso da biodiversidade agrícola medicinal, alimenticia e ornamental, entre a população dos municípios do Alto Solimões, em especial as escolas. Situação: Concluído Natureza: Projeto de extensão. Alunos envolvidos: Graduação (3); Integrantes: Camilo Torres Sanchez (Responsável) ; Josenildo Santos de Souza; Jonas Fernando Petry Financiador(es): Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico-CNPq.


Em 2010 participou do desenho da execução e implementação do Centro Vocacional Tecnológico na sub área de Agroecologia do campi da Universidade do Estado do Amazonas em Tabatinga AM.Centro no interior - O CVT seriá implantado no Alto Solimões, no município de Tabatinga, mas ainda não foi inagurado. Todos os projetos de CVTs do Amazonas foram produzidos pela Secti-AM e submetidos ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Os Centros Vocacionais Tecnológicos (CVTs) são unidades de ensino e de profissionalização, voltadas para a difusão do acesso ao conhecimento científico e tecnológico, conhecimentos práticos na área de serviços técnicos, além da transferência de conhecimentos tecnológicos na área de processo produtivo.


Desde 2011 a atualmente, atua no enquadramento funcional de Vice líder de grupo de pesquisa , Carga horária: 4, Regime: Parcial Outras informações: http://dgp.cnpq.br/dgp/faces/consulta/consulta_parametrizada.jsfGrupo de pesquisa: Biologia, Sociedade e Meio Ambiente no Alto Solimões Instituição:UEALíder(es):María del Pilar Díaz de García e Camilo Torres Sanchez Área:Botânica


Desde 2016 a 2017 este docente participou nos cursos modulares que a universidade ministra com docencia na disciplina Sociologia Rural aplicada, unidade Responsável: EST, Unidade Física: CSTB curso: Agroecologia para comunidades indígenas, Curso Superior de Tecnologia em Agroecologia do Centro de Estudos Superiores de Tabatinga; foi tambem professor da disciplina: TGA0502 - Gestão de Unidades de Conservação Turma: GA14_MU01Ano/Periodo: 2016/2 Unidade Responsável: EST Unidade Física: NESMAU Sala: Sala 1 Curso: Curso superior em tecnologia em Gestão Ambiental, participou na ministração da Disciplina: CSTBAGRO205 - Ecossistemas AmazônicosTurma: TA15_TB01Ano/Periodo: 2016/2 Unidade Responsável: ESTUnidade Física: CSTB Curso: Agroecologia. Tambem no curso de Gestao de Recursos Animais no Curso Superior de Tecnologia em Gestao Ambiental no Nucleo de Ensino Superior de Presidente Figuereido, 45 horas aula horario noturno no periodo de 18 a 28 de abril de 2017.Ministração de duas disciplinas de Ecologia de Populações e Comunidades no Núcleo de Presidente Figuereido CBIO0403, no horário vespertino, turma CB14_PF01, contribuindo na politica de interiorização da unversidade do Estado do Amazonas.


Entre 2013 – 2014 realiza estagio de Pós-Doutorado na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, UFRRJ, Seropedica, Brasil. Áreas do conhecimento: Ecologia Política do Desenvolvimento, ministrando disciplina, organizando eventos internacionais na região latinoamericana e da área e produzindo artigos. As atividades iniciadas nao tiveram continuidade por causa do falecimento do lider do grupo de ecologia politica do CPDA/UFRRJ.


Sempre procurando aprimorar a formação para servir melhor ao publico este docente em 2013 - 2013 fez o Curso de curta duração em Propriedade Intelectual. (Carga horária: 60h), na Organisation Mondiale de La Propriete Intellectuelle, OMPI, Genebra, Suiça. Em 2018 - 2018 participou do Curso de curta duração de Actualización en limnologia amazonica na. Universidad Nacional de Colombia - Bogotá, UNAL/Bogotá, Bogotá, Colômbia. E em tempos de pandemia, 2020 - 2020 no Curso de curta duração em Curso de Formação de Professores para utilização da Plataforma AVAUEA. (Carga horária: 20h). Universidade do Estado do Amazonas, UEA, Manaus, Brasil.


Este docente sendo egresso da Universidad Nacional de Colombia – UN no curso de Biologia em 1995, sempre manteve vínculo com esta instituição, participa de atividades desde 2005, em 2012 - 2012 colaborou como professor , Carga horária: 4, Regime: Parcial, ministrando disciplinas de mestrado dentro de convenio de cooperacao tecnica entre a UEA e a UNAL construido pela gestão do CESTB, tambem ministrando disciplinas de forma colaborativa com a citada universidade, como 03/2012 – 08/2012, Pós-graduação, Maestria en Estudios Amazónicos, Disciplinas ministradas: Estudos independentes. Tambem atuando como orientador de alunos de origem brasileira no mestrado em estudos amazonicos da UNAL.


Em 2016, como a região da fronteira triplice Brasil, Colombia e Peru é uma area de interesse epidemiologico estrategica, para a defesa sanitaria do Brasil, e ao nao existir cursos de medicina ou relacionados a Fundação Oswaldo Cruz – FIOCRUZ procuro apoio para desenvolver atividades do projeto “Desafios e Possibilidades para a Vigilância e Controle Epidemiológico Integrados em Áreas Urbanas Transfronteiriças: Mudanças do cenário epidemiológico e a percepção sobre a Malária Urbana a partir da entrada da Zika, Dengue, Chikungunya em cidades da Fronteira Internacional Amazônica”, coordenado pelo Dr. Paulo César Peiter, onde alunos do curso de licenciatura em biologia treinaram junto a pesquisadores experientes na pesquisa relacionada, neste projeto melhoramos conhecimento na área da pesquisa em ciencias biologicas associadas a saude publica que no futuro ajudariam na resposta a pandemia.

Desde 2017 a atualmente tem vínculo como Membro de comitê assessor de pesquisa e pos-graduação do centro de estudos superiores de Tabatinga, Regime: Parcial , nesse comité coordenou a Implantação de mestrado profissional em estudos da natureza, sociedade, cultura e fronteira na fronteira amazonica. Projeto submetido a Camara de Pos graduacao da Universidade do Estado do Amazonas, que por questoes de forma nao foi avaliado nela. Este mestrado organizaria e daria uma missao superior para os cursos de licenciatura do CESTB e aprofundaria a aliança com universidades brasileiras, colombianas e peruanas com presença na regiao pois seria um mestrado conjunto.


Em 2018 este pesquisador consegue aprovar o projeto Cooperativas desenvolvimento sustentavel e agrobiodiversidade na regiao do alto solimoes, amazonas, brasil; para pesquisar os Impactos econômicos e sociais do cooperativismo - projetos de CT&I que busquem compreender as relações existentes entre o cooperativismo e os impactos nas comunidades nas quais as cooperativas estão inseridas, assim como os seus reflexos sociais eeconômicos ao país. Tais projetos devem focar: a relação entre cooperativismo e desenvolvimentoregional no Brasil (capital social, IDH, balanço social, etc); a participação das cooperativas naeconomia nacional (setorial, balança comercial, PIB); as contribuições do cooperativismo para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS); o empreendedorismo coletivo e geração detrabalho e renda; a qualidade de vida no trabalho e cooperativismo (relação entre a satisfação detrabalhar em cooperativa ou outro tipo de organização). Este projeto não foi executado pela não aprovação de recursos pelo CNPQ, tinha alunos envolvidos de graduação (5); e integrantes: Camilo Torres Sanchez e Josenildo Santos de Souza ; Maria Francisca Nunes de Souza docentes da UFAM.

Em 2018 por provocação da administração superior da UEA, participamos da chamada pública MCTIC/FINEP/CT-INFRA – campi universitários regionais e novas universidades – 02/2018. Que consistio de uma Seleção pública de propostas para apoio de projetos visando à implantação de infraestrutura científica nos campi fora da sede das universidades que não tenham sido contempladas em quaisquer das Chamadas Públicas anteriores no âmbito CT-INFRA e nas Novas Universidades. Esta demanda visava corrigir e superar deficiencias na infraestrutura do centro objetivando a impantação do mestrado.


Em 2019 e ate 2021 foi executado o projeto de divulgação e popularização da ciência “Bioeconomia: Diversidade e Riqueza para Desenvolvimento Sustentável” Agricultura de Quintais familiares urbanos em Tabatinga e Benjamin Constant no Estado do Amazonas – das mulheres às plantas medicinais, alimeneticias, ornamentais e arborização urbana para a Semana Nacional de Ciencia e Tecnologia SNCT de 2019. Este é considerado um Projeto de Projeto de divulgação e popularização da ciência, pois pretende a atuação coordenada de estudantes e docentes junto a população de dois bairros de Tabatinga e Benjamin Constant ,e nas escolas de ensino das cidades, ao redor de 600 pessoas. A proposta de atuação na realidade social de insuficiência de plantas medicinais, alimentícias, palmeiras e outras nas moradias da cidade reduzindo a arborização geral da cidade. Este projeto e de natureza acadêmica, pois aplica conhecimentos obtidos em pesquisas previas realizadas por alunos da licenciatura em ciências biológicas do CESTB/UEA na área de ecologia aplicada e agroecologia.


Com caráter educativo, pois pretende resgatar conhecimentos locais sobre as plantas, social, estimulando a geração de valor social e renda com o uso das plantas, artístico já que serão usadas estratégias de pesquisa ação participativa, teatro, cartaz e cinema para divulgar a atividade, cultural, pois, promovera o diálogo dos saberes sobre conhecimentos tradicionais associados a plantas dos moradores da cidade e tecnológico porque procura gerar alternativas de uso de medicamentos de farmácia usando biotecnicas tradicionais. O curso de licenciatura em ciências biológicas tem varias disciplinas orientadas para formação em agroecologia, ecologia de florestas tropicais, empreendedorismo, educação ambiental, legislação ambiental e manejo e conservação de recursos que fornecem as competências para a realização do projeto. Situação: Em andamento Natureza: Projetos de pesquisa. Alunos envolvidos: Graduação (8); Mestrado acadêmico (1); Doutorado (1); Integrantes: Camilo Torres Sanchez (Responsável) e Msc. Maria Francisca Nunes de Souza; Financiador(es): Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico-CNPq. O número de produções C,T & A gerados foram 5 entre livros publicados, capitulos de livro e apresentação de resultados em eventos nacionais e internacionais; Tambem um número de orientações de TCC e ICT e extensão de mais de 20 produtos.

Devido as necessidades geradas pela pandemia de 2020 foi proposto o projeto Ecologia política da Prevenção e Controle do Coronavirus (SARS-CoV-2) gerador da síndrome respiratória aguda Covid-19 nos municípios de Benjamin Constant e Tabatinga região do Alto Solimões, Amazonas, Brasil. Descrição: Este é considerado um Projeto de pesquisa, divulgação e popularização da ciência, pois pretende a atuação coordenada de estudantes e docentes junto a população de dois bairros de Tabatinga e Benjamin Constant, e nos grupos de atores da saúde pública das cidades.


A proposta de atuação na realidade social de identificar abordagens efetivas e viáveis para promover aceitabilidade, adesão e cumprimento das medidas de prevenção e controle do Coronavirus (SARS-CoV-2) gerador da síndrome respiratória aguda COVID-19. Este projeto e de natureza acadêmica, pois aplica conhecimentos obtidos em pesquisas previas realizadas por alunos da licenciatura em ciências biológicas do CESTB/UEA na área de ecologia aplicada. Com caráter educativo, pois pretende resgatar conhecimentos sobre abordagens efetivas e viáveis, incluindo estratégias para melhorar o conhecimento público, conscientização e confiança nas medidas de prevenção e controle do vírus (SARS-CoV-2) da síndrome respiratória aguda COVID-19 na literatura cientifica e técnica direcionada para a realidade local. O curso de licenciatura em ciências biológicas tem várias disciplinas orientadas para formação em genética, ecologia de populações, educação ambiental, legislação ambiental que fornecem as competências para a realização do projeto. Integrantes: Camilo Torres Sanchez (Responsável); e Maria Francisca Nunes de Souza, gerando um livro sobre a tematica.


Desde 1995 este docente tem recebido estimulos e premios a qualidade de seu trabalho academico de pesquisa, extensão e docencia, como a Bolsa de Estudos da Universidad de las Naciones Unidas em 1995 para realizar estudos de especialização; Em 1999 a Bolsa de Estudos Mestrado do CNPQ para realização de trabalhos de mestrado; em 2001 Bolsa de Estudos de Doutorado, CAPES na CPDA/ UFRRJ e depois em 2003, Bolsa Nota 10, da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro UFRRJ/FAPERJ para alunos excelentes; em 2012 foi obtida a revalidacion do diploma de doctorado para doctorado en desarrollo sostenible pelo Ministerio de Educacion Republica de Colombia. Ja como docente da Universidade do Estado do Amazonas, CESTB/UEA em 2018, recebe depois de uma seleção institucional a Gratificação de Produtividade Academica, GPA no periodo de 2018-2020 para continuar seus projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação em agrobiodiversidade. Tudo isto faz uma sintese quando em 2020 o projeto desenvolvido em parceria com docentes da Universidade Federal do Amazonas, Instituto Natureza e Cultura, UFAM/INC recebe um premio na seleção Soluções sustentáveis para a Amazônia SDSN 2019-2020, organizado pela Fundação Amazônia sustentável FAS, e Universidade Federal do Amazonas UFAM, pelo projeto Agricultura de Quintais familiares urbanos em Tabatinga e Benjamin Constant no Estado do Amazonas – das mulheres às plantas medicinais, as plantas alimenticias, as plantas ornamentais e a arborização urbana.

Como este memorial demonstra este pesquisador identificou, desenvolveu e inseriu na reflexão academica de alto nivel um tema desprezado pela academia ecologica, sociologica, economica e antropologica normal, o estudo das relações entre as comumidades humanas da amazonia com sua diversidade biologica agricola e as multiples formas em que estas comunidades incorporam se no mundo da vida moderno atraves de suas especies e praticas biologicas, e as disputas pelo controle das especies vegetais, as tecnicas, identidade e representação da natureza amazonica entre o mundo nao moderno e os mundos da modernização predatoria da mineração, a pecuaria e agricultura intensivase; a modernidade ocidental que pretende a conservação idealista da natureza sem o melhoramento das vidas dos camponeses, este tema ganhou relevancia maxima com a crise do aquecimento global, a mudança climatica e civilizatoria que demanda respostas imediatas pelas sociedades locais amazonicas.


Como o curriculo mostra este pesquisador tem submetido varios projetos orientados nesta linha de pesquisa mas as agencias de financiamento nao tem este assunto entre suas prioridades so concedendo pequenas ajudas para pesquisas pontuais sem impacto relativo pelo que o docente parou de submeter projetos, optando por realizar pequenas pesquisas com alunos voluntarios ou com uso das bolsas de iniciação cientifica, de extensao e trabalhos de concusao de curso que tem dado resultados positivos.

A Universidade do Estado do Amazonas ao conceder a gratificação de produtividade academica GPA no periodo de 2018 a 2020 permitiu que um conjunto de atividades propostas desde tempos atrás pudessem ser desenvolvidas, como a gratificação é um auxilio pequeño mensal so permitio atividades especificas de pesquisa com alunos e alunas da propria universidade, como o curso onde ministro aula é uma licenciatura sempre foi importante usar a pesquisa para ajudar na formação profissional de alunos da universidade, ou de escolas como IFAM ou escolas estaduais, estes dois ultimos de forma mais limitada, desenvolvendo atividades de ensino.


Estas atividades que seriam pequenos projetos locais demonstrativos da oferta de recursos da agrobiodiversidade, capacidade humana e possibilidades de inovação e geração de bioprodutos foram registrados em varias publicações da serie de livros Dialogos Hibridos I,II, III e IV, criada por este docente em conjunto com os alunos e alunas da universidade e colegas docentes da Universidade Federal do Amazonas e a Universidade Nacional da Colombia para formar os alunos no ciclo completo da pesquisa cientifica ate mesmo a publicaçao de artigos, melhorando suas chances de participacao em concursos e em seleçoes de mestrado.


Em parceria com os alunos participantes dos pequenos projetos foi realizada a participação em eventos como apresentação oral em eventos internacionais para alunos mas avançados e finalistas, apresentação oral em eventos nacionais para alunos em treinamento ou no inicio do curso; audando a mostrar a eles a conexão entre as atividades de ensino com as de pesquisa e de inovação e geração de oportunidades bioeconomicas locais.


Em 2019 e ate 2021 foi executado o projeto de divulgação e popularização da ciência “Bioeconomia: Diversidade e Riqueza para Desenvolvimento Sustentável” Agricultura de Quintais familiares urbanos em Tabatinga e Benjamin Constant no Estado do Amazonas – das mulheres às plantas medicinais, alimenticias, ornamentais e arborização urbana para a Semana Nacional de Ciencia e Tecnologia SNCT de 2019, este projeto teve numerosas apresentações de alunos mostrando iniciativas de inovação usando a diversidade local de plantas medicinais, alimenticias, ornamentais e de arborização urbana ajudando a divulgar o papel social da ciencia no desenvolvimento local.


Este profesor participa da comissão científica ou executiva, da editorial Alexa Cultural de São Paulo, Alexa Cultural tem como missão incentivar, publicar e disseminar livros organizados, escritores autorais individuais, ou oriundos de dissertações e teses, a fim de divulgar o conhecimento científico no Brasil difundindo para o Mundo saberes e conhecimento fruto da produção científica, fomentando o intercâmbio de pesquisas em todas as áreas de conhecimento ALEXACULTURAL; do Encontro Internacional de Ensino e Pesquisa da Amazonia EIPECAM. O Encontro Internacional de Ensino e Pesquisa em Ciências na Amazônia foi estruturado tendo em vista privilegiar o debate, a aproximação e a cooperação entre estudantes e pesquisadores das instituições de Pesquisa e Ensino presentes na Tríplice Fronteira Amazônica (Brasil/Peru/Colômbia) em torno das questões, projetos e resultados de pesquisas relativas à Educação e à Pesquisa nas diversas áreas do conhecimento na região. Como objetivos, o evento visa o fortalecimento epistemológico das ações de sistematização e organização da participação em práticas educativas e investigativas, desenvolvidas junto à população amazônida que, embora falando diferentes línguas, compartilha da mesma realidade.; um membro de comissão cientifica é responsável por questões administrativas e referentes à política da revista.


Este profesor participa do conselho editorial ou conselho científico de varias importantes revistas latinoamericanas dedicadas ao tema ambiental e a Amazonia, como a Revista Mundo Amazonico da Universidade Nacional da Colombia UNAL e a Universidade Federal do Amazonas UFAM, Mundo Amazónico é uma revista semestral de caráter transnacional e multidisciplinar. Aceita contribuições originais e inéditas em espanhol, inglês ou português de autores de qualquer nacionalidade. Destina-se ao público acadêmico de pesquisadores e estudiosos, e também busca atingir tomadores de decisão, profissionais e comunidades locais; Polis Revista Latinoamericana da Universidade dos Lagos de Santiago do Chile POLIS,POLIS, Revista Latino-Americana, é uma publicação científica internacional de caráter latino-americano, destinada a acadêmicos, pesquisadores e profissionais das ciências sociais e, em geral, a um público amplo interessado nas questões que os preocupam como cidadãos. A Polis, Revista Latinoamericana, busca contribuir para o desenvolvimento de uma universidade "ampliada", na qual a criação de conhecimento não seja mais um monopólio institucional, mas sim uma tarefa coletiva da sociedade como um todo; Revista Ideias Interfaces em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade da Universidade Federal Rural de Rio de Janeiro IDEIAS e o Boletim do Museu Paraense Emilio Goeldi area de ciencias humanas MPEG; membro de conselho editorial ou conselho científico são pesquisadores que auxiliam os editores com os trabalhos que serão publicados. Estas revistas trabalham a questão amazonica desde um olhar brasileiro e latinoamericano interdisciplinar.


Esta divulgação e realizada e atraves das redes sociais como a Comunidade de Estudos sobre Biodiversidade, Agricultura e Sociedade CEIBAS no facebook, mantida pelo docente desde 2010, ou o Blog https://ecologiapoliticaamazonia.blogspot.com/, mantido desde 2013, e a conta de Twitter AmazoniaCamilo, mantida desde 2009, como atividades de divulgação e popularização da ciencia exigidas pelos editais e o proprio Cnpq ha varios anos. Anteriormente este docente como bolsista do INPA colaborou na gestao do Portal do Programa de Pesquisa em Biodiversidade PPBio, 2006; na produção do CD-ROM “Quilombolas do Pará” em 2003; e como autor no CD-ROM “Maguta Aru Anu”. Atualmente 12 disciplinas do curso regular de licenciatura em ciencias biologicas ministradas desde 2010 pelo docente foram digitalizadas para sua ministraçao na plataforma AVA da UEA, sendo ministradas desde 2020 para os alunos e alunas da UEA nos 9 municipios da região do Alto Solimoes via internet, a conexão desde 2020 é financiada com recursos proprios do docente ao não existir auxilio de conetividade no proventos da universidade.

No campo das artes visuais sobre as identidades e imagens da agrobiodiversidade entre 2010 e 2022 foram geradas produções fotograficas que foram usadas para uso em projetos editoriais como o Dialogos Híbridos e publicadas nesses livros. O evento: Brasil comestivel, 2018. que retrata uma bandeira brasileira construida com verduras plantadas na Amazonia. Cidade do evento: Embu das Artes. País: Brasil. Instituição promotora: http://www.alexacultural.com.br/editora/index.htm. O outro evento: Orvalho amazonico, 2016. Mostra uma imagem de folhas com gotas de orvalho retratada durante atividades de pesquisa. Local Evento: Embu das Artes. Cidade do evento: Embu das Artes. País: Brasil. Instituição promotora: Alexa Cultural. Tipo de evento: Outro.


As atividades dos ultimos 3 anos levaram compilação de artigos apresentada nos livros do projeto editorial Dialogos Híbridos I,II,III e IV que são o resultado das atividades dos últimos anos nas disciplinas de estagio supervisionado, legislação ambiental, agroecologia, ecologia de florestas tropicais e fisiologia vegetal e outras do curso de licenciatura em ciencias biologicas do centro de estudos superiores de Tabatinga da Univesidade do Estado do Amazonas. Os artigos abordam os processos produtivos e de transformação de plantas alimenticias, e medicinais na região do Alto Solimões, estado do Amazonas, assim como o uso de estas plantas em processos de ensino escolar visando promover o uso sustentavel destas. Este projeto editorial mostra como é possivel desenvolver as atividades essenciais da universidade ensino, pesquisa e extensão, somando com a atividade fundamental de formação de docentes de ciencias biologicas para o ensino escolar num contexto aparentemente dificil de carencia de recursos físicos, humanos, financeiros, e de todo tipo.


A heterogeneidade da equipe composta por 26 pessoas, sendo 2 doutores, 2 mestres, 22 alunos de graduação, 10 mulheres e 11 homens revelam o obvio que nem sempre acontece nas atividades de pesquisa cientifica, que os alunos iniciantes são levados por seus professores mais formados ou experientes na trilha da formação de pesquisador sem que isso signifique perdas de qualidade na produção cientifica pelo fato de não ser realizada por equipes hiperespecializadas compostas por muitos doutores dispondo de recursos enormes, ou com a tutela intelectual dos grandes centros de Manaus, o sudeste ou o exterior do Brasil.


Os livros não abrem mão da ambição intelectual de contribuir a responder as questoes mas apremiantes do debate sobre o desenvolvimento da Amazonia, em meio a crise civilizatoria atual, navegando nas aguas barrentas do dialogo interdisciplinar, intergeneracional e internacional na procura do hibridismo necessario para obter estas respostas, construindo a partir do elemento relacional fundamental da civilização amazonica, sua diversidade biologica vegetal e os povos que ha 15 milenios estabeleceram esse dialogo hiridizante com a Hylea, e que a revelia do genocidio praticado desde a chegada dos europeus, herdaram para os povos do futuro, originarios, caboclos, riberinhos, quilombolas, soldados da borracha, colonos e citadinos uma floresta humanizada. Estes alunos mulheres e homens receberam o testigo na corrido pela preservaçao sustentavel da floresta no Alto Solimoes, e agora repassam ele aos leitores avidos em saber um pouco mais sobre a agroecologia do Alto Solimoes.


segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

AS PERSPECTIVAS DA FORMAÇÃO ESTRUTURAL DO ESTUÁRIO AMAZÔNICO E DA AMAZONIA

 

Este trabalho de tese de pesquisa desenvolveu uma reflexão sobre a modernização e a modernidade do mundo da vida no contexto da planície de inundação amazônica e mais especificamente o estuário amazônico e o arquipélago de ilhas de Belém do Para. A reflexão passou pela interpretação do mundo da vida neste local e seu processo de formação estrutural, numa abordagem lógica e histórica, que foi adotada depois de revisar as perspectivas teóricas que entendem o mundo da vida como uma formação, uma estrutura, um sistema e finalmente como um contexto de comunicação e informação, ou seja uma formação estrutural. Adotou-se a perspectiva formativa estrutural do mundo da vida, que ajudou a avançar na reflexão sobre os processos básicos da formaestrutural: a individualização humana e a diversificação das espécies, discutindo-se sua origem, processo e relações no marco dos processos da modernidade e da modernização. Finalmente estas teses foram tratadas para a situação brasileira e amazônica e acomodadas na interpretação dos dados e informações das fontes analisadas sobre a formação (histórica) estrutural (lógica) do mundo da vida no planície amazônica.

Pretendeu-se com a analise destas categorias formular uma narrativa ambiental sobre a diversidade do mundo da vida no planície amazônica, segundo a formação histórica e a estruturação lógica das esferas do mundo da vida humana e do mundo da vida natural no estuário, sintetizados no processo de mercadorização. A mercadorização envolve o processo de instauração dos usos e trocas dos objetos e sujeitos no estuário, pelas agrupações indígenas, as ordens religiosas e missionários, as cidades e vilas coloniais e seus colonos, os afro-americanos e os engenhos da agricultura predatória e os viajantes, naturalistas e cientistas e suas instituições, e finalmente a tentativa da implantação do equivalente geral no estuário. Esta tentativa envolve o debate sobre o sucesso ou fracasso da fixação dos europeus na planície e a resistência dos moradores amazônicos e a atuação dos objetos da diversidade do mundo natural neste processo, sejam de origem amazônica ou não. Essa reflexão e interpretação serão realizadas na situação especifica de arvores e arbustos de origem amazônica e não amazônica. A Manga (Mangifera indica L.), o Café (Coffea arabica L.), o Cupuaçu ( Theobroma grandiflorum (Wild. ex Spring) Schum), e o Açaí (Euterpe oleracea Mart.) e outras como a Mandioca (Manihot esculenta Crantz), e a Borracha (Hevea brasiliensis L. ), foi documentado e cartografado este processo de mercadorização durante a invasão e seu percurso no estuário amazônico. Esta perspectiva da formação estrutural ajudou a analisar na situação material atual e local, as propostas tecnocientificas que explicam o processo da diversificação do mundo da vida, e as políticas de uso desta diversidade, e suas conseqüências para a mercadorização da vida no estuário. Esta interpretação mostrou que, existem visões de mundo antagônicas no processo de formação estrutural do mundo da vida no estuário. Onde redes sociotecnicas formadas pelos sujeitos-objetos da diversidade do mundo participam antiteticamente na mercadorização do mundo da vida no estuário. Os diferentes agentes mostrados acima desenvolvem praticas que afetam a relação entre fatos, poder e discurso no estuário, gerando uma malha sociotecnica híbrida que reconstitui conflitivamente aquilo que foi separado pelos sujeitos na mercadorização.

No setor do estuário amazônico estudado, as instituições e indivíduos que exercem as praticas de purificação e tradução do mundo da vida natural ao mundo da vida humana, e que separam estas duas esferas da realidade, foram indagados seguindo os princípios derivados da etnografia simétrica, cartografando as redes criticas e as redes técnicas que praticam a cisãofusão dos valores de uso e troca no local e atual do estuário.


Foi verificado que o discurso da relação entre biodiversidade e sociedade não responde à dimensão da problemática colocada pela dualidade entre modernização e modernidade do mundo da vida no estuário amazônico. Este discurso na sua componente disciplinar impõe divisões nas abordagens sobre a problemática dificultando a compreensão real das redes que formam o mundo da vida e facilitando sua erosão.

Neste trabalho foram identificadas as unidades fundamentais do processo de formação estrutural do mundo da vida qual sejam o indivíduo humano e a espécies viva num entretecido que parte dos microprocessos em espaço e tempo da individualização e da diversificação para chegar a conformar uma formação estrutural plena de sentido para os moradores históricos do estuário amazônico.

A formaestrutural no estuário amazônico sofre a atuação do processo de modernização pela mercadorização da suas formas vivas com o uso das biotécnicas modernas. Este processo utiliza e oculta as redes simbólicas de domesticidade criadas pela ação recíproca entre indivíduos e espécies no estuário. Assim o morador tradicional da região é sutilmente expropriado de seus criações, produções e referentes sem receber reconhecimento por isto. Este desocultamento técnico desoculta tanto as espécies como os moradores tradicionais do estuário. O mais perverso deste processo é que verifica-se partindo desde propostas que supostamente vão conservar, modernizar, planejar, manejar os recursos da biodiversidade reconhecendo os benefícios para estes moradores locais.

Isto principalmente causado pela sobrevalorização que tem sido dada aos discursos tecnocientíficos na região, supondo que são isentos de interesse político econômico e ainda cultural.

Os moradores regionais com o decorrer da invasão europeia desenvolveram táticas de confrontação das agressões mais diretas porém para estes novos tipos de agressão ainda não existe organização local e comunitária que possa dar resposta. Um cientista na região do estuário, para bem ou para mal, é um agente econômico, político e cultural de um projeto de modernização que agride de formas incruentas mas não por isso menos perigosas a unidade da formação natural estuárina. Os anti-políticos escritórios dos biocientistas e bioengenheiros são o novo campo de batalha entre a não modernidade e a modernização.

 

Por isso foi identificada uma alternativa de periodização das formas estruturais presentes durante este processo, que correspondem as etapas da implantação das formas da mercadoria e o avanço do conhecimento da ciência ocidental da região. Estas formas estruturais são tentativamente, a modernizante-iluminista mercantil mundializada -MIM, a nacionaldesenvolvimentista industrial –NDI, e a tecnocientifica informacional globalizada –TIG.

A formação estrutural estudada concretiza-se em uma institucionalidade que participou e participa na promoção das várias formas de mercadorização da espécies e da diversidade da vida amazônica, que foram identificadas e descritas ao longo do percurso desta tese sendo a Companhia de Comercio do Grão Pará e Maranhão exemplo da modernizante iluminista mercantil mundializada, a EMBRAPA representante da nacional-desenvolvimentista industrial e a Nova Amafrutas exemplo da tecnocientifica informacional globalizada. As espécies estudadas foram incorporadas de maneiras convergentes dentro de esta formação estrutural, o que permite afirmar estas fases da trajetória como momentos relevantes da história ambiental e da ecologia política regional.

Contra o que se afirma da Amazônia nos discursos do desenvolvimentismo e da globalização ser uma terra do amanha. A Amazônia é uma terra do ontem, do hoje e do amanha. No mesmo local, momento, objetos, coisas e palavras. Não é uma fonte de riqueza e oportunidades econômicas ilimitadas. É uma fonte de riquezas limitadas que precisam ser construídas criando e aproveitando as vantagens locais e regionais. Estas riquezas não somente são econômicas, mas também de conhecimento, tipos de organização familiar e social, objetos e palavras novas, e por fim novos significados e subjetividade. A própria existência da floresta, e sua contemplação, já constitui uma riqueza enorme.

A historia ambiental e a ecologia política das espécies estudadas mostram como suas

trajetórias na região deixaram intactas as formas e estruturas fundamentais da sua conformação,

existem ate hoje e afetam o futuro da formaestrutural do estuário amazônico. A mercadorização

do mundo da vida e sua diversidade é um processo continuo, gradual e coexistente, e portanto

complexo. Este processo progride por varias trajetórias traçadas pelos objetos e sujeitos, as vezes

328

conflitantes, as vezes anterogradas. Configurando um cenário de conflito pelos significados,

palavras, coisas, objetos, sujeitos e no final a luta pela vida.

Esta formaestrutural naturaliza o que antes era considerado anti natural como uma fruta de

manga produzida com uso de meios químicos agressivos a saúde humana como hormônios de

crescimento. Trata-se como natural produtos compostos principalmente por compostos químicos

derivados do petróleo que substituem propriedades da espécies original como o cheiro, a cor, o

sabor, poder curativo e ainda substituindo a própria imagem da espécie, como no caso da mistura

de polpa de açaí com cafeína, banana, chocolate que ainda assim é nomeada como açaí. O

cupuaçu neste processo de mercadorização é tratado de forma análoga ao Cacau perdendo parte

de sua identidade e retrasando sua incorporação na rede sociotêcnica.

A quebra de uma trajetória extrativo - produtiva florestal na formação estrutural

amazônica que partiria da borracha, e que chegaria a um grande conjunto de derivados e

produções associadas de tipo arbóreo, na sua maioria, pois a natureza biológica da borracha

obrigaria a instalação ao redor dela de um conjunto de espécies arbóreas que seriam extraídas e

produzidas. Como seria a situação da Castanha do Pará e vários tipos de frutas como Açaí,

Cupuaçu, Manga e outras. Levou a instalação de uma outra trajetória, que parte da extração

predatória de madeira, minérios e biomassa que não tem conseguido ainda criar um conjunto

associado de produções ao redor dela, simplesmente porque se atua sobre a matriz básica que

sustenta a produtividade amazônica que é a floresta, que serve de berço a borracha, por exemplo.

Reproduzindo em parte as características do seringal do apogeu que foi o modelo que em última

instancia instalou-se na produção de borracha amazônica.

Se os índios, ribeirinhos, caboclos e afrodescendentes e sem terras que se opunham e

opõem ainda à mudança a fim de preservar uma certa aparência de autonomia e seu modo de vida

costumeiro, ou os comerciantes e empresários que lutavam e lutam por preservar seu “arcaico”

sistema de produção, comercialização, consumo e acumulação, parecem algo retrógrados e

equivocados, deve-se ter em mente que uma mudança descontrolada, em uma formação natural

muito dinâmica como a da Amazônia pode ser mais desastroso do que a mera estagnação.

329

A orla de Belém reflete com muito a estrutura da formação do estuário problema da

dualidade no desenvolvimento o “cálice duplo” onde o setor modernizado se enfrenta ao setor

não modernizado da forma estrutural e cria uma área de escuridão onde todo tipo de pratica e

processo de criação de valor e riqueza fictícia acontecem. Os modernos falam de grandes lucros

partindo dos não modernos e os não modernos parecem lucrar muito com o intercâmbio com os

modernos se isso não for assim de onde vem o capital e a acumulação de duas partes da natureza

e do capital ilegal valorizados anomicamente.

Isto acontece imerso na formação natural do estuário amazônico que tem sido reconhecida

nesta tese como um refugio de flora pleistocênico e ainda como um centro de diversificação

biológica de Vavilov, que tem mantido condições estáveis de estruturação durante milênios

facilitando manutenção de uma flora e fauna durante um longo período o que pela sua vez

permitiu a síntese cultural necessária para criar a estrutura social local.

Nesta tese se apresentam as provas que demostram que no estuário amazônico a invasão

européia sofreu grandes dificuldades para seu avanço provocadas pela própria natureza biofísica

do estuário como da aliança entre os moradores locais e a formação natural regional. Como

resultado da aliança milenar entre os moradores locais e as formações naturais estuárinas. Aliança

tal que nem com o apoio das máquinas ferramentas de origem industrial os povos descendentes

dos europeus tem conseguido impor-se ao meio natural e moradores originais do estuário

amazônico.

A formação estrutural do mundo da vida no estuário amazônico apresenta três formas: a

modernizante-iluminista mercantil mundializada da qual são representantes a mangueira e o café,

a nacional-desenvolvimentista industrial da qual é exemplo o cupuaçu e a tecnocientifica

informacional globalizada que tem o açaí como representante. Estas formas se dispõem na rede

sociotêcnica de forma diferenciada nos níveis de naturalização (científicos), de socialização

(jurídicos e políticos) e de deconstrução (mediáticos), como já foi mostrado no decorrer desta tese

de doutorado.

330

Nos estudos de caso analisados nos municípios de Gurupá para o açaí, Bujaru para o café,

a cidade de Belém e a Ilha de Cotijuba para a manga e a falta de um estudo local para a situação

do cupuaçu permitiram entrever como formas tradicionais de conhecimento, produção,

distribuição, consumo e referência a respeito das espécies estudadas são utilizadas pelos

moradores locais do estuário como parte de estratégias de resistência frente ao avanço das três

formasestruturais identificadas aqui. Deve-se reconhecer que existe uma ampla disputa pelo

domínio do açaí, do café, do cupuaçu e da manga no estuário amazônico, que envolve conflitos

pelo que sabe-se, legisla-se, produz-se, comunica-se e imagina-se entorno destas espécies da

flora, onde agentes de pesquisa tecnocientífica estatais e empresariais constituem a ponta de lança

desta sutil agressão.

O contexto onde as redes de domesticidade da formação estrutural que existem fica mais

evidente esta nas formas de produção de sentido sobre o mundo da vida no estuário, nas imagens

musicais, fotográficas, poéticas que colam-se inadvertidamente nas supostamente objetivas

produções cientificas, jurídicas, econômicas e artísticas que as elites criam para desocultar e

seqüestrar os atributos das formas do mundo da vida. Isto não significa que pelo fato de ser

imagens estas formas de produção de sentido deixem de ser fontes de conhecimento, poder,

riqueza e hegemonia para quem consegue expropriar seus criadores e orienta-las dentro do

processo de desocultamento técnico e mercadorização.

Cada espécie utilizada deve ser discutida como um sujeito-objeto da uma fase da

formação estrutural, ao igual que as frutas estas fases coexistem nos quintais, praças e sítios do

estuário trazendo de volta o passado, fazendo o presente e configurando o futuro da formação

estrutural. Como já foi mostrado estas frutas no presente são submetidas a processos de

intervenção técnica de diferentes ordens, processos jurídicos e estratégias de pesquisa científica

que dependem da trajetória histórica da espécie e as lógicas que sua origem biológica define. As

próprias técnicas utilizadas com es espécies vegetais são sinais de momentos da formação

estrutural desde a manipulação do corpo da planta, passando pela utilização de compostos

químicos derivados do petróleo, ate as técnicas de manipulação genética.

331

Nesta tese se utiliza de uma maneira inovadora a Teoria Crítica para tecer elos entre a

teoria filosófica, social, ecológica e botânica que contribuam para enfrentar os dilemas que o

processo de modernização da planície inundáveis amazônica traz para seus moradores locais.

Para isso foi feita uma revisão histórica e lógicas das idéias sobre a natureza e sociedade. Esta

reflexão levou a formulação da idéia de formaestrutural que integra lógica e historicamente

conceitos das ciências naturais e sociais

SCHWARTZ, MADALENA. VENDEDOR DE MANGA, ICOARACI, BELEM, PARA,BRASIL (1981)




    Um dos locais onde acontece o momento de contato entre o estuário rural não –moderno e o estuário urbano modernizado são os portos de Belém, o mercado de Ver-o-Peso, na tradicional feira-do-açaí e outros portos menores como o porto de Icoaraci. Nestes locais acontece a fase de descarrego, preparação da venda e a fase de venda das frutas que são os dois momentos da entrada das frutas na cidade, neste caso a manga e o açaí, na cidade de Belém. 

    A manipulação da manga e a movimentação do açaí em recipientes de uma palha especial similares um a outro é um momento importante deste processo. Ali se pode entrever uma serie de conflitos entre o moderno e o não moderno materializados no uso ou não de embalagens de palha ou de plástico para armazenar as frutas.  As embalagens de PVC já representam 30% das caixas para transporte e acondicionamento de frutas nos supermercados, informa o presidente da Associação Paulista dos Supermercados (APAS), Sussumu Honda. "A possibilidade de reaproveitamento, a diminuição do desperdício e principalmente a higienização, fizeram com que os supermercados optassem por esse tipo de produto", diz. Já no Pará a utilização majoritária é de embalagens feitas de fibras vegetais e no ano de 2004 foram objeto de fortes críticas por setores interessados na sua substituição por embalagens de plástico. As caixas de PVC são 100% recicláveis mas podem ser reutilizadas inúmeras vezes. É só lavar.

 Além disso, preservam o aroma e o gosto natural das frutas. Estudos da APAS apontam que, para a indústria de alimentos, as caixas de PVC são muito importantes no combate ao desperdício. A falta de condições ideais de armazenagem provoca a perda de 23% da produção nacional de frutas antes de chegar ao consumidor final. Isto significa que 13 milhões de toneladas, avaliadas em aproximadamente R$ 4 bilhões, são perdidas devido às más condições de acondicionamento. Só que ainda não é conhecida uma avaliação comparativa entre estas embalagens e seu impacto nos custos de produção do ribeirinhos.

 Neste momento de aportamento no porto da feira do açaí se descarregam todas as atitudes dos moradores ribeirinhos na sua relação com os moradores da urbe. Momento de prova física para os jovens que carregam de diversas formas os paneiros de açaí e de manga. Passagem do meio aquático para o meio terrestre. Da juventude para a maturidade. A manga e o açaí são seu peso demonstrando sua virilidade e amadurecimento. O recipiente onde se carrega a fruta passa a ser o objeto de interesse nas suas possibilidades de carregar os pesos e as qualidades dos objetos neste caso as frutas. Ao ponto do tratamento dispensado ao açaí e a manga não ser muito diferente somente que pela maior valorarão do açaí este utiliza paneiros mais finos e de menos idade. 

Momento de reflexão e preparo para os mais os homens velhos que organizam as frutas em grupos demora quase quatro horas. Passagem da posse usuária a posse de troca. Avaliam-se as vantagens de cada variedade da espécie em termos de sua troca monetária. A manga e o açaí são seu qualidade alimentar.  Momento de intensa atividade incontrolada onde juntam-se as negociações rápidas e o transporte rápido das frutas denotando o mudança de mãos das frutas, dura no máximo uma hora. Momento da comercialização e troca monetária. Participação feminina visível e discreta. A manga e o açaí são seu preço. 

    A Fotógrafa responsável pela imagem, Magdalena Isabel Mandel de Schwartz nasceu em Budapeste, Hungria 1923 e faleceu em São Paulo em 1993, radicou-se em São Paulo, em 1960, vinda da Argentina, onde havia vivido desde 1936. Foi dona de uma lavanderia no centro da capital paulista antes de começar a trabalhar profissionalmente com fotografia no início da década de 70, depois de ter feito seu aprendizado técnico no Foto-Cine Clube Bandeirante, no qual ingressara em 1966. Destacou-se como retratista, tendo trabalhado para a Rede Globo de Televisão entre 1979 e 1991. Considerada a grande dama do retrato contemporâneo no Brasil, participou de diversas exposições e salões internacionais. Mereceu uma homenagem póstuma da Fundação Nacional de Arte (em associação com a editora Companhia das Letras), em 1997, com a publicação do livro Personae, com retratos de sua autoria.

         Segundo seus críticos é impressionante como Madalena Schwartz fixa a fisionomia das pessoas que fotografa. Como acerta fotograficamente, uma imagem da gente do Brasil. É difícil achar quem poderia pensar nisso, nem por onde começar, voando e parando na imensidão onde o povo está espalhado, escondido no verde dos campos ou agitado entre as paredes de concreto das metrópoles. Gente que trafega, trabalha, pensa e sonha: quem vai enquadrar e fotografar. Foi Madalena a se envolver, ingênua e audaz, na tarefa. Pode ser que como conseqüência de seu contínuo itinerar de reportagens, vendo e revendo caras, registrando-as para outros e para si. 

        Especialmente para seu próprio arquivo (...) Madalena se propõe, nesta andança fotográfica da gente brasileira, a agrupar elementos desde os de linhagem, sustentados pelas empresas coloniais, até os desembarcados pela avalanche das imigrações, fugindo da Europa ou vindo à procura de fortuna: pessoas registradas em instantâneos, um panorama (...). Madalena escolheu sem escolher: acertou o povo de qualquer origem, os humildes e os que se tornaram famosos no olimpo do esporte ou no fechado setor da cultura, recompondo o Brasil. Cada um pode encontrá-lo e representá-lo como vê, crê e ama. Ela o viu, nele acreditou e o amou à sua cordial maneira. " 

        Seguindo essa linha de interpretação as mangas na fotografia realizada em 1981, são trazidas pelo homem dentro de uma canasta de fibra vegetal igual as usadas para o transporte do açaí. Canasta que atualmente esta sendo questionada como imprópria para seu uso no novo mundo das frutas modernizadas e substituída por uma embalagem quadrada de plástico. As mangas na imagem estão manchadas povoadas por algum fungo ou parasita, só por isso seriam impróprias para serem exportadas fora do Brasil, mas são fundamentais na dieta dos moradores da cidade de Belém. Pela expressão de força dos braços do homem o canastro esta bastante pesado, quem sabe alem dacapacidade física deste homem que sobre explorado, por se mesmo, se mantém livre do novo mundo assalariado. O peso das frutas não impede do homem mostrar o sorriso discreto e franco de quem esta dando ou doando algo precioso, será a vida transmitida no alimento extraído da seu sitio alagadiço. 

        Ou a doação ou troca de um objeto de forma livre mesmo que autoexplorada. Atras vem-se cerca de 50 canastros denotando a possibilidade de existir lá no sitio do caboclo muito mais que essas cerca de 100 mangas. O cabelo escuro e a pele parda a pesar do branco e preto da fotografia mostram a naturalidade do homem, o rio a água e o sol. A mão que esta a mostra, abaixo do cesto das mangas, revelando o corpo de outro homem na embarcação denuncia a filiação católica dos tripulantes do barco. O anel na mão izquerda deste homem o prova.

        As mãos delicadas, frágeis em aparência, agarram o cesto com cuidado e perícia. Esse mesmo desenho de cesto só que com um olho de menor diâmetro é utilizado para carregar açaí. O próprio homem põe a frente de si o canastro de mangas mostrando que para ele o importante é esse canastro abundante cheio de mangas. O ator principal desta trama é a transmissão da vida em forma de fruta ou de ser humano.

        Será que o barco ancorado do lado chama-se “Salém” ou “Jeru-salém”, rememorando as bruxas e os inquisidores que ainda agora através das palavras digladiam-se no mundo real, bruxas do mercado e inquisidores da ciência que cercam de cadeias a estes moradores ribeirinhos.

        Madalena Schwartz foi cobrir um Congresso Internacional de Bruxas na cidade de Bogotá no ano de 1975. Será que as mangas da fotografia são representantes ou ícones de um mundo da vida humana e natural marginal, pagão e mestiço que entra na cidade central, católica e branca, através desses barcos de madeira. Seu doce amarelo manga contamina as pessoas com esse mundo escuro e mágico escondido no meio das arvores de manga dos quintais das ilhas do estuário.
Pelo aspecto do contexto no fundo da imagem observa-se que a ação foi registrada numa das ilhas frente da cidade num igarapé pode ser a ilha das Onças ou a Trambioca. O barco virado na direção da jusante do igarapé indica que a maré esta vazando. Esse pano de fundo é característico da totalidade do estuário amazônico.
Ao igual que a continuidade entre as águas do estuário, os furos, igarapés e grandes rios que conformam a planície de inundação amazônica, a continuidade entre o mundo da vida humana e natural somente será garantida se existir uma interdigitação entre as formas vegetais de um mundo e outro, e forem similares preservando as conexões entre a fauna e seus hábitos alimentares e de moradia e dos seres humanos e seus hábitos de alimentação, moradia, lazer e crenças.

        A fotografa reconheceu a importância da relação entre o barco e o canastro de mangas ao compor a fotografia incluindo o barco como fundo de perspectiva e profundidade da ação principal que é a mostra que o homem faz do recipiente com as mangas. Mas será que ela se deu conta de que havia passado a fazer parte do mundo da vida amazônico? Será que a fotografa Madalena Schwartz compro as mangas? Será que o homem deu elas de presente para ela? Um processo de Mercadorização ou de Comunicação construído nesse preciso momento, lugar emateriais.

        Ate quando as mangas e o açaí so vão entrar no porto de Belém, na feira do açaí, será que num futuro não longinquo sera vista a manga Tommy sendo embarcada para ser vendida no interior do estuário, antes produtor de mangas regionais, como resultado final da eliminação das “mangas da terra” da formação estrutural. Ou escutaremos algum cientista afirmando que as manchas na manga Cametá são perigosas para a saúde da população, propalando assim argumentos para a eliminação desta fruta regional do mercado, como já acontece com o açaí.




TORRES, C. VENDEDOR DE MANGA. FOTOGRAFIA A CORES. BELÉM,
BELÉM: ACERVO PESSOAL DO AUTOR. 2003.

        Ate o ano de 2003 as mangas Tommy não tinham entrado na rede de comercio fluvial do estuário. No porto de Icoaraci, na periferia da cidade de Belém, foi registrada a imagem de um homem de aspecto similar ao fotografado por Madalena Schwartz, no seu barco vindo de Abaetetuba trazendo um carregamento de mangas do tipo Cametá. Homem de cabelo curto pela sua aparência ele viajo a noite inteira para chegar em Belém de manha, ela não oferece um canastro de mangas ao fotografo, oferece todo o carregamento de mangas a venda, sem anel matrimonial ele talvez é solteiro ou separado. 

        Quais as diferenças visíveis entre esta imagem e seu ator da imagem captada por Madalena Schwartz em 1981. Pode-se dizer que nenhuma. O barco é de maior porte mas isso não estabelece uma diferença grande. As embalagens utilizadas para transportar a manga são ainda de palha retirada e tecidas na propria propriedade do barqueiro. A presença do pneu velho delata as sobras que a expansão das rodovias vai deixando pela região desde os anos oitenta. O teto do barco fabricado com zinco é bastante similar ao teto do barco da fotografia feita em 1981 revelando a permanência das técnicas de construção de navios na região. Atras do homem na fotografia observa-se um canastro de palha que foi remendado utilizando uma linha de plástico. Na fotografia anterior isto não aparecia, será que é o começo da substituição do material vegetal pelo material plástico nas embalagens de palha.
 

terça-feira, 18 de janeiro de 2022

Tesis


2001 - 2005 Doutorado em Ciências

Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade. Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, UFRRJ, Seropedica, Brasil Título: O mundo da vida no estuário amazônico: Ecologia política da biodiversidade no arquipelago de Belém do Pará Brasil, Ano de obtenção: 2005

 

O link para mina tese de doutorado


http://institucional.ufrrj.br/portalcpda/files/2018/08/2005.tese_.camilo_sanchez.pdf

quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

Filosofia da ciencia e uso social da pesquisa

A filosofia da ciencia moderna nos diz que esta ciencia seria a procura da identidade, a verdade, a nao contradição, e das causas e fins dos fenómenos da natureza, com o fim maior da liberdade, a justiça e a solução dos problemas de todas as culturas e sociedades humanas sem distinção de raça, classe social, religião, sexo, poder económico ou origem nacional e cultural. Como o racismo, a xenofobia, o clasismo, a discriminação social, politica e económica podem afetar a pesquisa cientifica no exemplo da pesquisa sobre o virus sars-covid-2 e a doença respiratoria aguda grave Covid-19? Responder num texto de no máximo 200 palavras na plataforma, ou enviando arquivo em formato PDF via correio electrónico ctsanchez@uea.edu.br Tem 5 dias para enviar as respostas.

terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Debate sobre a Formação Estrutural do Novo Mundo: a natureza intocada, o colapso demográfico dos povos ameríndios e a disputa sobre a criação das Neo-europas na América

    No debate sobre a formação estrutural do Novo Mundo existem varias temáticas recorrentes, todas originadas do debate europeio sobre a natureza desta nova terra. Isto é o debate sobre a natureza intocada, o colapso demográfico dos povos ameríndios e a disputa sobre a criação das Neo-europas na América76. Com relação a estes temas pode se dizer que esta provado que a natureza na América Latina não era intocada mas também não tinha sido eliminada da realidade cotidiana dos moradores ameríndios, como aconteceu efetivamente na Europa já no século XIII, ainda mais como se vera no decorrer desta tese a intervenção dos índios no mundo natural foi de diversificação, de criação de uma rede de domesticidade de formas vivas que a própria natureza e seus processos não seria capaz de criar e manter. 

    Esta rede de formas vivas foi mantida graças precisamente ao crescimento e complexificação da população e sociedades da América tropical, mostrando como é possível manter as formações florestais americanas junto a um grande adensamento populacional, tese esta contrária a maioria das abordagens atuais sobre a origem e a conservação das formações naturais americanas. Com todo isso é bastante provável que a invasão européia só tenha sido possível por causa precisamente do elevado nível de cultura e oferta alimentar que certas áreas do continente tinham, ou seja as “neo-europas” podem haver sido edificadas acima dos pilares que a civilização ameríndia edificou para se. Em outros locais como a região estuárina do rio amazonas é impossível ainda falar de pilares e sim de que os portugueses simplesmente passaram a ocupar um dos cômodos da casa construída pelos povos ameríndios.

     Outras temáticas são a discussão sobre o “encontro do novo e o velho mundo”, o embate sobre a “fronteira de recursos e o meio ambiente” e a “história das idéias” sobre a formação do debate sobre a modernidade e a modernização do mundo da vida na América Latina. A primeira temática é tratada nesta tese como o processo de mercadorização advindo da invasão européia, o debate sobre a fronteira na Amazônia a meu ver seria sobre o fracasso da criação de uma fronteira de exploração na área do estuário amazônico, a criação de uma Neo-Europa no estuário amazônico. O questionamento sobre a historia do ambientalismo nesta tese restringe-se à crítica dos grupos de tecnocientistas que atuam na naturalização das espécies estudadas contribuindo para a tripartição crítica do mundo da vida, pois já foi tratada profundamente por outros autores (op.cit.). 

     O mundo da vida natural como problema teórico, estético e prático-moral, um problema que para ser esclarecido por fora do contexto do pensamento europeu normal deve ser pensado na sua complexidade multidimensional, o natural como objeto da ciência, a natureza como objeto do direito e da moral, e a natureza como objeto estético. Como já foi pensado o mundo da vida humana pelas várias disciplinas das ciências sociais77. Como se situa a idéia de “biodiversidade” -o mundo da vida natural- neste mapa conceptual. Para isso se realizou um estudo das vertentes que entendem o mundo da natureza e humano na Amazônia como um sistema, uma estrutura e uma formação, para terminar identificando a formação estrutural do mundo nesta região. 74 WEBER, M. A ética protestante eo espirito do capitalismo. São Paulo: Martin Claret, 2004. 75 PADUA, JOSÉ AUGUSTO. Um sopro de destruição: pensamento político e crítica ambiental no Brasil escravista (1786-1888). Rio de Janeiro: Jorge Zahar.2002. 76 PALACIO, GERMAN A. En busqueda de conceptos para una historiografia ambiental. In: PALACIO, GERMAN. (Org.) Naturaleza en disputa: Ensayos de historia ambiental de Colombia 1850-1995. Bogotá: Universidad Nacional de Colombia, 2001. p.4448.